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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
6, 30-34)

Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: "Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco". Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

O Evangelho deste sábado nos mostra a ternura e delicadeza humanas de Nosso Senhor. Ao ver os discípulos cansados e sem tempo sequer para se alimentarem, Cristo os chama sozinhos a um lugar afastado, para que ali, longe das turbas, possam repousar um pouco. Saem então os Doze para um bem merecido descanso, e o que encontram do outro lado senão as mesmas e numerosas multidões, "como ovelhas sem pastor"? Diante disso, o dulcíssimo Coração de Jesus se enche de compaixão, pois vê a sede que o povo, sempre à procura de justiça e verdade, tem por Ele, pão descido dos céus e fonte perene de água viva.

Vislumbramos neste episódio a singular beleza com que Deus expressa de forma humana todo o amor que, desde a eternidade, circula em seu divino coração de Pai. Fazendo-se homem como nós, o Filho eterno de Deus comunica à sua santa humanidade "seu próprio modo de existir pessoal na Trindade" (CIC, 470). Por isso, as pulsações do seu coração humano e de carne são a expressão visível e encarnada daquele mesmo "amor com o qual o divino Redentor", imagem do Deus invisível (cf. Col 1, 15), "ama continuamente o Pai Eterno e todos os homens" (Pio XII, Haurietis Aquas).

Este Evangelho também nos desperta para o carinho que Jesus manifesta a quantos se dedicam à evangelização. Com um olhar compassivo, o Senhor vê os cansaços, a fome, as doenças, as contrariedades e as vigílias dos que se entregam, de corpo e alma, a pregar e difundir a Boa-nova. Pois Cristo não é de modo nenhum um Deus "estoico", imóvel numa como que indiferente imperturbabilidade; é, ao contrário, um Deus que move as próprias vísceras ('σπλαγχνίζομαι'), que se deixa tocar por uma compaixão sincera e profundamente humana por sua ovelhas perdidas. Tocado, assim, desde dentro, Jesus deseja dar aos pastores da sua grei o merecido descanso; aos que tudo entregaram pelo rebanho, aos que, esquecidos de si, deram a própria vida para anunciar este amor que leva Deus a se sacrificar por nós, o Senhor tem reservados os mais doces repousos do seu sacratíssimo Coração.

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