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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 11,28-30)

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Celebramos hoje a memória de Santo Ambrósio, bispo e Doutor da Igreja. Todos conhecem a atuação de Santo Ambrósio na conversão, famosa, de Santo Agostinho; mas é importante que nós olhemos também para o restante da vida deste grande santo, que a Igreja não hesitou em colocar entre os seus Doutores.

Santo Ambrósio era de família extremamente cristã. Teve dois irmãos, também eles canonizados: Santa Marcelina, que era virgem consagrada, e São Sátiro, que era leigo, mas também alcançou a honra dos altares. Vindo de família tão santa, no entanto, Ambrósio ainda era catecúmeno aos trinta e cinco anos de idade.

Era governador de uma região do Império Romano. Aconteceu que, em Milão, estava sendo feita a eleição do novo bispo. Mas nessa eleição havia uma controvérsia muito grande, porque a heresia ariana ainda tinha certa força naquela região. Havia um candidato ariano e um candidato católico.

As pessoas começaram a se digladiar na eleição do novo bispo. Ambrósio, com sua bondade, chega ali para restabelecer a paz e a ordem e, depois de conciliar as partes com grande bondade, se ouve do meio da multidão uma voz de criança, que disse: “Ambrósio bispo!”, e ele era somente um catecúmeno.

Foi então que todo aquele povo viu na voz da criança uma palavra que vinha do Céu. Ambrósio, obtidas as dispensas pelo fato de ser catecúmeno, foi batizado, recebeu as Ordens menores, o sacerdócio e, finalmente, o episcopado. Era dia 7 de dezembro, dia de sua bendita escolha para o episcopado.

Este homem, com trinta e cinco anos de idade, sem ter feito seminário, tendo somente estudos nas artes liberais e em Direito, agora estava encarregado de confirmar a fé dos irmãos. Foi aí que ele deu um grande exemplo a todos nós, que precisamos segui-lo. Ele foi um grande estudioso, homem que estudou a fé, não somente como quem estuda e busca um conhecimento enciclopédico, mas como quem medita, e medita encontrando-se com Cristo, Palavra de Deus viva e encarnada.

É importante salientar isto. Em uma das passagens famosas das Confissões, Santo Agostinho vê Santo Ambrósio sentado à mesa, estudando, meditando. Vendo-o, ficou edificado com aquela atitude, com aquela introspecção, com aquela realidade de um homem que não está somente estudando, mas se encontrando com a verdade, verdade que é uma Pessoa viva, verdade que é Jesus.

Então, que também nós, em nossas meditações, em nossas orações, saibamos nos encontrar com Jesus. O Tempo do Advento é um tempo de buscar esta presença de Cristo, que está realmente na sua Palavra.

Quando nós meditamos em oração, nos abrimos para a ação da graça, essa Palavra nos ilumina; depois que ela nos iluminou, ela nos aquece; depois que ela nos aqueceu, nós enxergamos a Pessoa viva com quem nós queremos nos unir e quem queremos amar.

Santo Ambrósio, grande Doutor da Igreja, soube, através da busca da verdade da Palavra de Deus, encontrar o Cristo verdadeiro, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que o Concílio de Nicéia havia definido, debelando a heresia ariana. Nós, que nos preparamos para o Natal, nos preparamos para esse mistério — Deus se faz homem, vem ao nosso meio, também para iluminar os nossos corações e nos visitar no nosso dia a dia.

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