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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 4, 35-41)

Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”

Com grande alegria, celebramos hoje a memória de São João Bosco, pai da juventude. Eu guardo em meu coração lembranças maravilhosas de São João Bosco, que certamente foi o primeiro sacerdote santo com cuja vida tive contato na minha adolescência. São João Bosco, que se dedicava e se entregava aos jovens de forma extraordinária! 

Ele, já no início da sua vida, com apenas nove anos de idade, teve uma experiência surpreendente com Nossa Senhora através de um sonho. Nele, meninos blasfemavam contra Deus e faziam coisas horrorosas, e Dom Bosco, colérico que era, foi até eles e começou a lhes dar tapas, pontapés e socos, para que parassem de ofender a Deus. A Virgem Maria, então, apareceu ao pequeno Joãozinho e disse que ele não podia agir daquela forma: “Você deve convertê-los falando a eles da beleza da virtude e da fealdade do pecado”, conselho que ele levou para toda a sua vida. 

Qualquer pai, quando quer ensinar o seu filho pequeno sobre o que é certo e errado, não diz palavras complicadas como: “Isso é correto! Isso é Verdadeiro!”, mas utiliza-se de palavras simples: “Que bonito! Assim papai gosta!” ou “Que feio! Assim papai fica triste!”. E foi exatamente dessa forma que Dom Bosco educou os seus filhos. Com um amor imenso, que aprendeu de Nossa Senhora, ele conseguiu dominar o seu ímpeto irascível para, com uma ternura paternal, levar os seus filhos à beleza da virtude.

Eu me lembro com clareza de, na minha juventude, ler páginas das Memórias do Oratório de São Francisco de Sales, escritas pelo próprio Dom Bosco, e ver a beleza que havia naquela vida, sentido-me atraído por ela. Certamente, era assim que os filhos de São João Bosco se sentiam, de tal forma que, quando o santo padre saía de casa, ele deixava seu barrete para os meninos, a fim de que se lembrassem de sua presença e não o entristecessem. 

Dom Bosco também os ensinava a olhar para o sacerdote como nós devemos olhar para Deus, porque era assim que eles iriam se livrar dos pecados. Se não tivesse outra alternativa, ele falava aos garotos sobre o Inferno, mas o medo que ele colocava em seus corações era, sobretudo, de entristecer o coração de Deus. Desse modo, os jovens foram aprendendo cada vez mais a obedecer aos Mandamentos e a amar a Deus verdadeiramente.

Ele, seguidor de São Francisco de Sales, foi um santo que desde cedo pregou a universalidade de nossa vocação à santidade, mostrando que não somos chamados a ser somente “bonzinhos”, mas verdadeiramente santos, começando com a obediência aos Mandamentos, procurando a beleza da virtude e tendo repulsa pelo pecado para, finalmente, entregarmos generosamente toda a nossa vida a Deus, como fez o grande São João Bosco.

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