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338. O Pão dos que peregrinam neste mundo

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
( Lc
9, 57-62)

Naquele tempo, enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: "Eu te seguirei para onde quer que fores".

Jesus lhe respondeu: "As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça". Jesus disse a outro: "Segue-me". Este respondeu: "Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai". Jesus respondeu: "Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus". Um outro ainda lhe disse: "Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares". Jesus, porém, respondeu-lhe: "Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus".

No Evangelho de hoje, Cristo diz, a todos que O querem seguir, que "as raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça". Os discípulos do Senhor não têm em lugar algum a sua morada definitiva, como lembra a famosa e antiga "Epístola a Diogneto"; habitam este mundo na condição de peregrinos e, embora tendo os pés no chão, conservam seus olhos voltados para o alto, que é onde se encontra a sua verdadeira Pátria.

Colocando essa verdade, porém, à luz do mistério que celebramos em toda Santa Missa, não é verdade que os cristãos não possuam, em absoluto, um lugar no qual reclinar a cabeça. No sacramento da Comunhão, o Senhor quis ficar perpetuamente conosco, dando-nos a graça de repetir a experiência do apóstolo São João, que deitou a cabeça em seu peito e recebeu de sua humanidade santíssima a virtude para amá-lO e segui-lO até o fim de seus dias. Figurada nos pães ázimos do Antigo Testamento, com os quais os israelitas, fugindo da escravidão no Egito, saíram em peregrinação rumo à terra prometida pelo Senhor, a Eucaristia é esse alimento celeste que, de fato, refaz as nossas forças e nos impulsiona a buscar, com coragem e fervor sempre renovados, o Reino que Cristo já conquistou para nós com o seu sangue derramado na Cruz. Peçamos a Ele que nos dê a graça de comungar bem, preparando o nosso coração para o banquete definitivo que acontecerá na Pátria — o único após o qual, contemplando face a face Quem recebemos sob o véu do sacramento, seremos perfeitamente saciados.

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