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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 21, 12-19)

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: "Antes disso tudo, porém, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e jogados na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. Será uma ocasião para dardes testemunho. Determinai não preparar vossa defesa, porque eu vos darei palavras tão acertadas que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. A alguns de vós matarão. Sereis odiados por todos, por causa de meu nome. Mas nem um só fio de cabelo cairá da vossa cabeça. É pela vossa perseverança que conseguireis salvar a vossa vida!"

Hoje, Jesus dá continuidade ao seu discurso escatológico e nos chama a atenção para as tribulações que, como cristãos, temos e teremos de suportar por fidelidade ao seu santo nome. "Ante de tudo isso", diz Cristo em referência ao Fim dos Tempos, "sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e jogados na prisão". Será, porém, ocasião de darmos testemunho de nossa fé em Cristo, nosso Salvador. Estas palavras de Jesus, com efeito, foram e serão sempre atuais, seja para a comunidade cristã que, à época da redação do Evangelho de São Lucas, já experimentava de fato a dureza das perseguições e dos martírios, seja ainda para nós, que, vivendo há dois mil anos estes últimos tempos (cf. Hb 1, 2), assistimos atônitos ao massacre de tantos fiéis e à marginalização de tudo o que cheire a valores cristãos. "Sereis" — e somos — "odiados por todos, por causa de meu nome": esse o desafio que Cristo, Senhor da história, tem reservado àqueles que o desejam seguir.

Isto, é claro, não nos deve levar nem ao suicídio, como se devêramos ir atrás de perseguições e desentendimentos, nem tampouco à frouxidão de espírito, à tibieza, como se esse mundo fora "indigno" de ouvir a Palavra de Deus e nós, portanto, estivéramos como que liberados daquele grave mandamento: "Ide e pregai o Evangelho" (cf. Mc 16, 15). Temos, ao contrário, de redobrar as forças e, confiantes no auxílio do Senhor, que nos dará "palavras acertadas", professar e testemunhar nossa fé no Deus vencedor da morte, mesmo que nos detestem, nos humilhem, nos ridicularizem, nos deixem socialmente de escanteio. É por meio da nossa fidelidade e da nossa perseverança que Cristo deseja chegar aos que ainda pertencem ao mundo; é, pois, pelo exemplo de uma entrega integral ao nome de Jesus que as sementes de novos cristãos são plantadas. Que o Senhor nos dê a graça de nunca o negarmos diante dos homens (cf. Mt 10, 32-33), a fim de que, tendo dado testemunho do Filho aqui na terra, possamos receber o prêmio da perseverança no Reino dos Céus.

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