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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 13, 47-53)

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.

A rede lançada ao mar. — Esta parábola, tomada da arte piscatória, é semelhante em significado à do joio, sobre a qual meditamos há dias.

Imagem. — A Vulgata nos fala de sagēna (também verricŭlum, em latim), uma vasta rede de pesca, atada a um lado por pesos de chumbo, que a fazem submergir, e a outro por pequenos tocos ou rolhas de cortiça, que lhe permitem boiar. Lança-se em alto mar e, estendida entre duas barcas, é arrastada nas águas até chegar à margem. O Reino dos Céus, portanto, é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam (τὰ σαπρά, isto é, peixes imundos ou, segundo alguns autores, peixes probidios pela Lei, como o siluro: cf. Lv 11, 9-12).

Doutrina espiritual. — Três coisas nos ensina esta parábola: a) a essa mística rede, isto é, à Igreja Católica todos podem ter acesso, sejam bons ou maus, porque Deus deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1Tm 2, 4); b) no fim dos tempos, os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, para que estes gozem junto de Deus a glória dos santos, enquanto aqueles, lançados na fornalha de fogo, agonizem nos suplícios eternos; c) aí, haverá choro e ranger de dentes, isto é, o Inferno não só existe como é um lugar de verdadeiros tormentos para os réprobos, que livremente rejeitaram o tempo de misericórdia que aqui tiveram para, na rede da Igreja, se purificarem de suas imundícies. — Daí se vê, como já havíamos considerado na parábola do joio, que até o fim do mundo bons e maus hão de permanecer misturados na Igreja de Cristo; mas, no fim dos tempos, quando o Senhor vier para julgar, uns e outros serão definitivamente separados.

Referências

  1. Tradução adaptada de H. Simón, Prælectiones Biblicæ. Novum Testamentum. 4.ª ed., iterum recognita a J. Prado. Marietti, 1930, vol. 1, p. 356, n. 245.
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