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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 19, 31-37)

Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.

Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”.

A Igreja comemora hoje a solenidade do S. Coração de Jesus, na qual celebramos com especiais homenagens, sob o simbolismo natural do coração humano, o tríplice amor do Filho de Deus encarnado pelos homens — amor ao mesmo tempo divino, espiritual e sensível. Como nos diz o Apóstolo S. João em sua primeira epístola, Deus é amor (cf. 1Jo 4, 16); mas para que esse amor se nos manifestasse de modo claro e inconfundível, Deus quis fazer-se homem como nós em tudo, exceto no pecado, assumindo por isso as nossas dores e mazelas, até ao ponto de, sendo Ele autor da vida, atravessar o vale da sombra da morte. Com a Encarnação do Verbo divino, que pôde sofrer segundo a carne os tormentos de sua Paixão, o homem já não pode mais ter dúvidas do quanto Deus o ama. Ele não é alheio às nossas dores, porque as provou muito piores e mais agudas; Ele sabe o que é passar fome e frio, o que é ser humilhado e desprezado, o que é sofrer repulsas e escárnios, o que é ser esquecido e caluniado; Ele sabe o que é ver o próprio amor ser correspondido com friezas e ingratidões, com humilhações e blasfêmias. Várias das invocações ao Sagrado Coração de Jesus, na ladainha que lhe está dedicada, o recordam, dizendo: Coração de Jesus, vítima dos pecadores, traspassado pela lança, obediente até a morte, atribulado por causa de nossos crimes, saturado de opróbrios, propiciação pelos nossos pecados, tende piedade de nós! Tudo isso, Cristo o suportou com um amor infinito, amando-nos através de seu Coração humano, ferido de caridade e transbordante de graça e misericórdia, com um amor não só sensível e afetivo, mas ainda espiritual e voluntário e, acima de tudo, divino e inabarcável. Cientes da extensão do amor do Coração de Jesus por cada um de nós, aproveitemos bem este mês de junho para, como deve ser nosso firme propósito, reparar todas as ofensas que contra Ele são cometidas. Que possamos recorrer com mais frequência a este templo santo de Deus que é o Coração do nosso Redentor, a fim de haurirmos as águas da santidade, da pureza evangélica, da fortaleza e constância na confissão da fé católica e apostólica. — Ó Coração Sacratíssimo de Jesus, tende piedade de nós!

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