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Conheça os sacramentos da Igreja com o Padre Paulo Ricardo

Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 20,2-8)

No primeiro dia da semana, Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou.

Continuamos na Oitava de Natal e hoje celebramos a Festa do grande Apóstolo e Evangelista São João. São João é grande porque ele, dentre os doze Apóstolos, foi aquele que esteve com Jesus aos pés da Cruz, foi aquele que recebeu a Virgem Maria como mãe e foi quem nos presenteou com o Evangelho mais teológico, mais profundo, mais rico de todos os Evangelhos e, não somente isso, nos deu também três cartas. E é exatamente a Primeira Leitura de hoje, da Primeira Carta de São João, que nos coloca diante do mistério do Natal de uma forma extraordinária.

Você se lembra que um dos Evangelhos do dia de Natal é o famoso prólogo de São João. Pois bem, com um texto bastante semelhante, que ecoa o seu prólogo, São João inicia a sua primeira carta, dizendo: “O que era desde o princípio, o Verbo da vida”, ou seja, a Palavra da vida. Essa Palavra veio ao nosso meio, fez-se carne e nasceu no Natal. Pois bem, o Filho de Deus eterno veio e se fez carne, e a prova de que Ele se fez carne é que São João, exatamente nesta Leitura, diz: “O que nós ouvimos, o que nós tocamos com as nossas mãos”.

São João, diante do amor que se fez carne, não está falando de uma teoria; mas de uma experiência, e é exatamente a partir dessa experiência apostólica que se funda a Igreja. Se nós hoje estamos aqui, celebrando a Palavra que se fez carne, o Filho de Deus que veio e nasceu no Natal, e é por isso que temos os Apóstolos, que nos anunciaram — como ele diz na Primeira Leitura — “aquilo que viram e ouviram”. Eles anunciaram isso para que nós tivéssemos comunhão com eles, ou seja, comunhão com a fé apostólica e, com isso, comunhão com o Pai e com o Filho. E nessa comunhão, uma vez que entramos nesta comunhão, a nossa alegria é plena.

Esta é a maravilhosa Primeira Leitura que nós meditamos hoje, nesta Festa do Apóstolo São João.

Agora, como fazer com que isso se torne carne em nossa vida? Em primeiro lugar, São João está narrando aqui a realidade do ato de fé. Uma vez que você ouve aquilo que os Apóstolos pregam e você crê naquilo que os Apóstolos experimentaram, no Cristo que eles experimentaram, no amor que se fez carne e que eles viveram; uma vez que você recebe esta fé, ali a fé consegue fazer você entrar em conexão com este Cristo, e você entra na comunhão: na comunhão do Pai e do Filho; mas essa comunhão só é plena, essa comunhão só é verdadeira, quando você, além de um ato de fé, também está disposto a amar de volta, ou seja, a romper com a vida de pecado e a abraçar a vida nova em Cristo.

É verdade que a vida de pecado, como escravo de amores ilusórios, tem a sua sedução, mas não é a verdadeira alegria. São João aponta para nós essa realidade de que, uma vez que nós estamos em comunhão com o Pai e com o Filho, a nossa alegria é plena. Não é uma alegria que murcha, que fenece, que desaparece, efêmera. Não, é uma alegria que permanece, e não somente permanece, ela “enche a medida”, transborda.

Então, neste Tempo do Natal, renovemos a nossa fé, o nosso propósito de viver uma vida nova em Cristo Jesus, para que nós, em cada Missa, possamos na Comunhão reclinar a nossa cabeça no peito de Jesus, como o fez São João, e então poder depois anunciar aos outros aquilo que verdadeiramente vimos, aquilo que ouvimos, aquilo que tocamos com as nossas mãos: o Verbo da vida. Assim, também para os outros, a alegria será plena.

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