A adolescência é uma janela de oportunidade para a formação humana, mas também um período de especial vulnerabilidade. Pesquisas recentes permitem observar o cérebro em funcionamento, revelando-nos aspectos antes inacessíveis [1].
Os avanços da neurociência, ao destacar a interação entre diferentes sistemas, têm superado a visão unilateral característica de certas análises da adolescência limitadas ao papel dos hormônios ou de determinadas regiões cerebrais.
Hoje se sabe, com mais riqueza de detalhes que no passado, da mútua influência de fatores como habilidades cognitivas, emoções, hábitos, sono, estresse, relações sociais, ambiente familiar etc.
Ora, o desenvolvimento sadio do adolescente exige a integração de três dimensões: pensar, sentir e agir. Coordená-las é tarefa do córtex pré-frontal, responsável por regular emoções, atenção e comportamento.
Trata-se, como vimos antes, de uma função ainda em amadurecimento, o que explica dificuldades típicas dessa fase, como impulsividade ou retraimento. O desafio do educador consiste em ajudar o adolescente a integrar as três dimensões de modo equilibrado [2].
Pois bem, é imprescindível na...








