A adolescência caracteriza-se, entre outras coisas, por uma intensificação da busca por prazer, uma vez que o sistema de recompensa está em plena atividade, enquanto os mecanismos de controle e regulação não estão ainda completamente desenvolvidos. Esse descompasso, que comparamos a um carro com acelerador potente mas sem freio, favorece comportamentos impulsivos e aumenta a susceptibilidade a hábitos viciosos, especialmente no uso de dispositivos eletrônicos.
O ambiente digital é um desafio para os pais. Mas não basta proibir; há que organizar a rotina diária de tal forma que o jovem não viva em função do celular [1]. Uma medida eficaz, por exemplo, é estabelecer um limite noturno para o uso de telas (um “pôr do sol digital”, por assim dizer), observado, de preferência, por toda a família, de modo a preservar o equilíbrio biológico pela redução de estímulos prejudiciais antes de dormir.
O organismo humano, com efeito, é regulado por um ritmo chamado circadiano (do latim ‘circa diem’, isto é, ‘por volta de um dia’), ajustado principalmente pela luz. À noite, ambientes com iluminação suave e quente são os mais propícios ao repouso; de manhã, a exposição à luz...









