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Famílias, ide ao Sagrado Coração de Jesus!
Espiritualidade

Famílias, ide ao
Sagrado Coração de Jesus!

Famílias, ide ao Sagrado Coração de Jesus!

Neste discurso de junho a homens e mulheres recém-casados, o venerável Papa Pio XII aponta um remédio para a restauração da família e da sociedade cristãs: a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

Papa Pio XIITradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere1 de Junho de 2018
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Hoje poderíamos, queridos recém-casados, propor à vossa contemplação o quadro gracioso que a Igreja oferecia anteontem à piedade dos fiéis: uma criança, João Batista, fruto milagroso de um casamento por longo tempo estéril, e cujo nascimento foi acompanhado de tais prodígios que os amigos e conhecidos da família perguntavam-se espantados: “Que será este menino?” (Jo 1, 66).

Poderíamos também, ajoelhando-nos convosco, junto à tumba dos príncipes dos Apóstolos, cuja festa a Igreja celebrará solenemente daqui a três dias, lembrar-vos o eco dos sábios ensinamentos que davam aos fiéis de seu tempo S. Pedro (cf. 1Pd 3, 1-7), em sua primeira carta, e São Paulo, na epístola aos efésios (cf. Ef 5, 22-23).

Mas em uma época agitada, em que vos encontrais porventura inquietos pelo futuro do vosso lar recém fundado, julgamos mais útil uma palavra de alento análoga à que já em outras ocasiões, neste mesmo mês de junho, dirigimos aos recém-casados reunidos à nossa volta, para dizer-vos: “Queridos filhos e filhas, voltai-vos para o Sagrado Coração de Jesus, consagrai-vos a Ele inteiramente e vivei na serenidade e na confiança!”

Não há dúvida de que, se se quiser sair de modo perdurável da crise atual, será preciso reedificar a sociedade sobre bases menos frágeis, ou seja, mais conformes com a moral de Cristo, fonte primeira de toda verdadeira civilização. Não é menos certo que, se se quiser conseguir tal fim, será preciso começar por fazer as famílias novamente cristãs, muitas das quais se esqueceram da prática do Evangelho, da caridade que ela requer e da paz que ela traz consigo.

A família é o princípio da sociedade. Assim como o corpo humano compõe-se de células vivas, que não estão apenas justapostas umas às outras, senão que constituem um todo orgânico com suas íntimas e constantes relações, assim também a sociedade está formada não por um conglomerado de indivíduos, seres esporádicos que aparecem em um instante para desvanecer-se em seguida, mas por uma comunidade econômica e uma solidariedade moral de famílias, que, transmitindo de geração em geração a preciosa herança de um mesmo ideal, de uma mesma civilização, asseguram a coesão e a continuidade dos vínculos sociais.

Santo Agostinho o notava, há já quinze séculos, ao escrever que a família deve ser o elemento inicial e como uma célula (particula) da cidade. E como toda parte está ordenada ao fim e à integridade do todo, deduzia ele que a paz doméstica, entre quem manda e quem obedece, contribui para a concórdia entre os cidadãos (cf. De Civitate Dei, X, 16).

Disso tudo têm consciência os que, a fim de expulsar a Deus da sociedade e lançá-la na desordem, se esforçam por subtrair à família o respeito e até mesmo a lembrança das leis divinas, exaltando o divórcio e a união livre, pondo obstáculos ao papel providencial confiado aos pais com respeito aos filhos, infundindo nos esposos o temor dos cansaços materiais que implica o glorioso peso de uma prole numerosa.

Contra semelhantes perigos vos desejamos prevenir, recomendando-vos que vos consagreis ao Coração Santíssimo de Jesus.

O que faltou e ainda falta ao mundo para viver em paz é o espírito evangélico de sacrifício, e este espírito falta porque, quando a fé se debilita, prevalece o egoísmo, que destrói e torna impossível a felicidade em comum. Da fé brotam o temor de Deus e a piedade, que fazem pacíficos os homens; o amor ao trabalho, que conduz ao aumento das próprias riquezas materiais; a equidade, que ensina e assegura a reta destinação desse bens; a caridade, que repara assiduamente as inevitáveis brechas que as paixões humanas deixam abertas na justiça.

Todas estas virtudes supõem o espírito de sacrifício a que o fiel está obrigado: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16, 24). Ao contrário, tanto entre os homens como entre os povos, as ambições de cada um não poderão conciliar-se nunca com o bem-estar de todos. “Donde vêm”, exclama o Apóstolo São Tiago, “as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros?” (Tg 4, 1).

Para voltar a encontrar a paz, é preciso, portanto, que os homens façam o que há séculos lhes pregam Jesus Cristo e a Igreja: sacrificar as próprias aspirações e desejos, na medida em que são incompatíveis com os direitos alheios ou com o interesse coletivo. A este fim os encaminha, por uma via doce e segura, a devoção ao Sagrado Coração.

Porque, em primeiro lugar, a imagem do divino Coração, rodeado de chamas, coroado de espinhos, aberto pela lança, recorda até que ponto Jesus amou os homens e se sacrificou por eles, ou seja, para usar suas próprias palavras, “até esgotar-se e consumir-se”. Além disso, os lamentos do Salvador pela infidelidade e ingratidão dos homens imprimem a esta devoção um caráter essencial de penitência expiatória.

“Sagrado Coração de Jesus rodeado de anjos”, por José de Páez.

Nosso grande predecessor Pio XI o explicou admiravelmente em sua encíclica “Miserentissimus Redemptor” e na oração litúrgica da festa do Sagrado Coração, onde se diz que ao devoto obséquio de nossa piedade (dovotum pietatis nostræ obsequium) deve estar associada uma digna satisfação pelos nossos pecados (dignæ satisfactionis officium). Estes dois elementos fazem a devoção ao Sagrado Coração eminentemente apta para restabelecer a ordem violada e, com isso, para preparar e promover o retorno da paz.

A grande obra de Cristo ou, para falar com São Paulo (cf. 2Cor 5, 19), a obra que Deus nele realizou consistia em conciliar o mundo consigo (Deus erat in Christo mundum reconcilians sibi), e o sangue, cujas últimas gotas brotaram do Coração de Jesus sobre a cruz, é o selo da nova Aliança (cf. 1Cor 9, 25), que reata os vínculos de amor entre Deus e os homens, desfeitos outrora pelo pecado original.

Fazei, pois, deste Coração o rei de vossa casa, e assim nela estabelecereis a paz. Tanto mais porque Ele mesmo, renovando e determinando as bênçãos de seu Pai celestial às famílias fiéis, prometeu que a paz reinaria nos lares que lhe fossem consagrados.

Oh! se todos os homens escutassem este convite e esta promessa! Dois gloriosos predecessores nossos, Leão XIII e Pio XI, como pais comuns da cristandade e guias inspirados do gênero humano, consagraram solenemente o mundo ao Coração de Jesus. Quantas almas, porém, ignoram ainda — e quantas até o desprezam — o manancial de graças que lhes foi aberto e lhes é tão facilmente acessível! Ah! que não sejais vós do número desses negligentes ou néscios que deixam fechadas ao Rei do amor as portas do lar, da cidade, da nação, e atrasam com isso o dia em que o mundo, pacificado, voltará a ter verdadeira felicidade.

Acaso fecharíeis as vossas janelas se vísseis voar lá fora, como Noé do alto da arca, a pomba com o ramo de oliveira? Pois o que promete e traz consigo o Sagrado Coração é mais do que um símbolo: é a realidade da paz. Jesus vos pede unicamente que lhe deis sinceramente o vosso coração: eis a verdadeira consagração. Tende a coragem de fazê-la, e aprendereis por experiência que Deus não se deixa nunca vencer em generosidade.

Sejam quais forem, hoje ou amanhã, as dificuldades que a vida vos impuser, não provareis mais daqueles desalentos e tristezas que conduzem ao abatimento; porque o desalento é falta de coração. Mas vós, ao contrário, tereis, em lugar de um débil coração humano, um coração conforme ao do próprio Deus. Então vereis realizar-se em vossa família, em vossa pátria, na cristandade e na humanidade inteira, a promessa que o Senhor fizera ao profeta Jeremias: “Dar-lhes-ei um coração capaz de conhecer-me e […] eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, porque de todo o coração se voltarão a mim” (Jr 24, 7).

Referências

  • Discurso do Papa Pio XII aos recém-casados, 26 de junho de 1940. Em: Discorsi e radiomessaggi di Sua Santità Pio XII. Milano: Società Editrice “Vita e Pensiero”, vol. 2, p. 153ss (extraído de La Familia Cristiana. Trad. esp. a cargo da Ação Católica Espanhola. San Sebastián: Pax, 1943, pp. 123-129, nn. 91-95).

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A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”
Doutrina

A amiga da Irmã Lúcia que “estará
no Purgatório até o fim do mundo”

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”

Mais uma revelação de Nossa Senhora de Fátima muito útil para nos mover a trabalhar com mais afinco por Deus.

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Junho de 2018
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Das Memórias da Irmã Lúcia:

— E eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta? 
— Também. 
— E o Francisco? 
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha. 
— A Maria das Neves já está no Céu? 
— Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. 
— E a Amélia? 
Estará no purgatório até ao fim do mundo. [1]

Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

O que mais nos aproveita, porém, é pensar que todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso levemos uma vida medíocre, “mais ou menos”, sem peso; caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. O Purgatório é, afinal, o lugar para onde vão as almas que, embora se tenham salvo, não quiseram se entregar totalmente a Deus; embora se tenham salvo, ainda estavam muito apegadas às coisas deste mundo.

A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (cf. At 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não saíremos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mt 5, 26).

Cumpre dizer, de outro lado, para não retratar o Purgatório com cores demasiado duras, que evidentemente é bem mais consoladora a sorte de Amélia que a das inúmeras almas que os pastorinhos de Fátima viram precipitando-se no Inferno. É evidente que os dois estados não podem ser equiparados, por mais doloroso e duradouro que seja o Purgatório.

O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Não que isso não seja verdade, mas é uma verdade contada pela metade. É como a história do jovem rico (cf. Mc 10, 17-27), que poderia ser um grande discípulo de Cristo, e não foi.

Poderíamos até nos perguntar se essa personagem anônima dos Evangelhos, da qual não mais tivemos notícia, realmente se salvou. Talvez até tenha tido a “sorte” de passar o Purgatório com Amélia até o fim do mundo. Talvez já esteja no Céu agora, tendo passado por um brevíssimo Purgatório. A verdade é que, do jeito como ele deixou a famosa cena do Evangelho, seu lugar ainda não era o Céu. Porque o Céu não é simplesmente o lugar de quem não tem pecados (como o jovem rico parecia não ter); o Céu é o lugar dos que amam, dos que querem se unir a Deus mais do que qualquer coisa nesta vida.

Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que se trata de desejos vãos. O quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida.

Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Referências

  1. Aparição de 13 de maio de 1917. Em: Memórias da Irmã Lúcia. 13.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p. 173.

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Obrigado, Padre Paulo Ricardo!
Padre Paulo Ricardo

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por se esvaziar de si mesmo e ser para nós, neste mundo, “um testemunho do Deus invisível”.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2018
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Em 1959, por ocasião do primeiro centenário da morte de São João Maria Vianney, o Papa São João XXIII escrevia que, “hoje, os cristãos fervorosos esperam muito do padre. Querem ver nele, neste mundo onde triunfa com frequência o poderio do dinheiro, a sedução dos sentidos, o prestígio da técnica, um testemunho do Deus invisível, um homem de fé, esquecido de si mesmo e cheio de caridade” [1].

Essa descrição de sacerdócio — que, digamo-lo mais claramente, não é apenas a expectativa dos cristãos de hoje, mas o desejo constante de Deus para os padres — vem bem a calhar neste dia 14 de junho de 2018, em que o senhor completa 26 anos de ministério sacerdotal.

Não porque o senhor seja santo, nem porque queiramos adulá-lo — o senhor nunca permitiu que o tratássemos dessa forma —, mas porque é justamente essa visão de sacerdócio que o senhor promove com suas pregações e, dia após dia, também com seu exemplo.

Nenhum de nós que convivemos com o senhor pode negar, por exemplo, que o senhor é “um homem de fé”. Sem se apegar a opiniões próprias, o que o senhor quer nos dar é “A Resposta Católica”. Sem querer ser “original”, a fé que o senhor (tanto!) nos ensina a pedir é “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”. Nada mais, nada menos.

Por isso, só por isso já receba, Padre Paulo Ricardo, a nossa mais profunda gratidão, pois sabe Deus o que seria de nós, por que vales tenebrosos estaríamos errando, a que ideias mirabolantes estaríamos servindo, não fosse o senhor a emprestar humildemente a sua voz à de Nosso Senhor e conduzir-nos ao aprisco da Santa Igreja Católica.

Obrigado, Padre, porque a doutrina que o senhor nos ensina não é sua, mas de Jesus Cristo.

Nenhum de nós pode negar também que, como um verdadeiro pai, o senhor vive “esquecido de si mesmo” — e ainda nos ensina a fazer o mesmo, para que a nossa vida realmente ganhe sentido!

Com uma história que o senhor vive repetindo (e que não nos cansamos de escutar), nós aprendemos, por exemplo, que “nós não temos vida” para nós mesmos, que “a nossa vida é para os outros”! E isso, justamente por ser algo que nos perturba e inquieta, é também algo que nos encoraja, que nos faz querer ser grandes, que nos motiva na busca da santidade!

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos apresentar a medida do amor, que é amar sem medidas. Obrigado por nos ensinar que há vida para além do “salário mínimo” de nossas obrigações; por nos ensinar que a santidade não consiste em não pecar, mas em amar a Deus de todo o coração, com toda a nossa alma e todo o nosso entendimento!

Ninguém pode negar, enfim, Padre, que o senhor é um homem “cheio de caridade”. É o que vemos em suas meditações, tantas vezes embargadas de emoção, ao falar de Nosso Senhor. É o que vemos em suas exortações insistentes para que tenhamos vida de oração e amemos nosso Salvador, escondido no íntimo de nosso coração.

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos recordar constantemente a importância da oração!

Quantos vivem no mundo, angustiados por não saber o que lhes falta! Aparentemente têm tudo: um lugar para morar, uma companhia com que passar o resto de seus dias, um automóvel para ir aonde quiserem, uma conta gorda no banco… Mas vivem infelizes, e sequer sabem onde procurar! “Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus” (Br 4, 4). Felizes somos nós porque sabemos a razão dessa inquietude em nosso ser: e sabemos onde saná-la. E tantos de nós só aprendemos isso porque o ouvimos do senhor!

Por isso, Padre Paulo Ricardo, muito obrigado! Obrigado por se esvaziar de si mesmo e ser para nós “um testemunho do Deus invisível”. Que Deus o continue guardando no Coração Eucarístico de Jesus, para que o senhor não deixe nunca de nos apontar, com suas palavras e com seu exemplo, o caminho do Céu!

Referências

  1. Papa S. João XXIII, Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1.º de agosto de 1959), n. 61.

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Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus
Liturgia

Formulário para a Missa
do Coração Eucarístico de Jesus

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus

Embora não conste em nosso Missal, existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, nesta quinta-feira, a festa em honra ao Coração Eucarístico de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Junho de 2018
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Existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, amanhã, a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Substancialmente, o culto prestado pela Igreja ao Coração Eucarístico de Jesus é o mesmo que ela tributa ao seu Sacratíssimo Coração. Todos os fiéis — e, de um modo particular, os sacerdotes — são convidados a venerar com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito se venera, com culto especial, esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor.

Por isso, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada à Congregação do Santíssimo Redentor, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus. E é também no Missal próprio dos redentoristas que consta, ainda hoje, o formulário para esta festa, instituída pelo Papa Bento XV, em 1921.

O formulário que tornamos disponível acima pode ser usado tranquilamente pelos padres que celebram na Forma Ordinária do Rito Romano. Aos que rezam a Missa na Forma Extraordinária, basta acessar o formulário da Missa aqui.

O mais importante, de qualquer modo, é que todos possamos meditar, com a vida, a grandeza do mistério que a liturgia nos coloca diante dos olhos. Para tanto, não deixem de assistir ao episódio abaixo, de nosso programa "Ao vivo com Padre Paulo Ricardo", sobre o Coração Eucarístico de Nosso Senhor:

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Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?
Santos & Mártires

Por que Santo Antônio
está abraçando o Menino Jesus?

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?

Estando em pregação numa certa cidade, Santo Antônio encontrou pousada na casa de um generoso fidalgo. Ali, recolhido a sós em seu aposento, o santo de Lisboa teve uma surpresa…

13 de Junho de 2018
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Santo Antônio entrou certa vez numa cidade para lá pregar, e o senhor fidalgo que ali o acolheu reservou-lhe um aposento bem retirado, a fim de não o perturbarem no estudo e na oração.

Estava o santo recolhido e a sós em seu quarto quando o senhor fidalgo, andando pela casa a tratar de seus assuntos, achou-se por acaso diante do aposento de Antônio e, levado por devota curiosidade, espreitou pela porta, às escondidas, através de uma fresta que dava para o lugar em que o santo descansava. E o que haviam de ver os seus olhos! Um Menino muito belo e alegre nos braços de Santo Antônio, e este a contemplar-lhe o rosto, a apertá-lo ao peito e a cobri-lo de beijos.

O fidalgo, maravilhado com a beleza do Menino, ficou espantado, sem saber como explicar donde teria vindo aquela Criança tão bela e graciosa.

O Menino, que não era senão Nosso Senhor Jesus Cristo, revelou a Santo Antônio que o seu hospedeiro o estava espiando pela porta.

Por causa disso, Santo Antônio, após terminar uma longa oração, chamou o senhor fidalgo e humildemente lhe pediu que, enquanto ele estivesse vivo, a ninguém revelasse a visão que tivera.

Foi só depois da morte do santo que o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que os seus olhos indiscretos tinham contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.

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