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Por que o caso Alfie Evans é tão absurdo e alarmante?
Sociedade

Por que o caso Alfie Evans
é tão absurdo e alarmante?

Por que o caso Alfie Evans é tão absurdo e alarmante?

Preso em um hospital por uma decisão arbitrária de médicos e juízes, o caso do bebê britânico Alfie Evans é ao mesmo tempo revoltante e perigoso. Entenda de uma vez o porquê.

Charles C. Camosy,  First ThingsTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere27 de Abril de 2018
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Existem várias formas de um médico influenciar as decisões clínicas a serem tomadas pelos pais em relação a seus filhos que estão em tratamento.

Certos estudos podem ser citados a favor da vontade do médico, e estudos apontando para uma direção diferente podem ser ignorados. É possível usar uma linguagem diretiva, emotiva e mesmo exagerada a fim de manipular, especialmente quando estão em discussão os resultados de várias opções possíveis de ser escolhidas. Números podem ser usados de modo similar: uma consulta deveria focar nos dois terços de pacientes que tiveram resultados ruins ou no um terço que teve resultados satisfatórios?

Essas formas de manipulação são uma preocupação constante da ética médica e ganham um tom dramático quando as equipes médicas discutem deficiências.

Às vezes a vontade de um médico de chegar ao resultado de sua preferência é tão forte, que ele acaba aderindo a práticas enganosas chamadas de “código lento” (slow code, manobras de reanimação propositalmente lentas, em casos de paradas cardiorrespiratórias) ou “código mostrar” (show code, que instrui a equipe médica a fingir manobras de reanimação). O médico diz aos pais que todo o possível será feito por seu filho (full code), mas, na verdade, o doutor e sua equipe não se comprometerão a um tratamento agressivo. Essa prática é defendida por alguns bioeticistas hoje, e com frequência é justificada pela opinião pessoal do médico de que não valeria a pena salvar a vida de uma criança em particular.

Na maioria das vezes, isso é feito por debaixo dos panos. Os médicos em geral são bons em evitar o escrutínio público de seus atos, particularmente nesse tipo de caso. A decisão de recusar tratamento a uma criança por causa de deficiência é distorcida por eufemismos como: parar “por compaixão” ou evitar tratamentos “onerosos” ou “extraordinários”.

Só para deixar claro: a distinção entre um tratamento vital, moralmente necessário, e um tratamento do qual se pode abrir mão — levada a cabo pela teologia moral católica na Alta Idade Média e início da Idade Moderna — é essencial nesses casos.

Todavia, o princípio de jamais provocar a morte de uma pessoa inocente, seja por ação, seja por omissão, não deve comportar absolutamente nenhuma exceção. Trata-se de uma exigência da dignidade da pessoa humana, especialmente quando se quer proteger populações mais vulneráveis, que correm o risco de ser marginalizadas por quem as vê como sendo inconvenientes. Tendo em vista a história da medicina ocidental, repleta de nuances no que diz respeito ao valor das pessoas com deficiência, devemos cuidar para que esse princípio seja sempre reforçado na prática médica.

Alfie Evans: o pai mostra aos jornalistas uma fotografia do filho.

Quanto à discussão corrente sobre o pequeno Alfie Evans, a um primeiro olhar, esse caso parece ter muito em comum com o debate travado, em 2017, a respeito do bebê Charlie Gard. E, de fato, existem semelhanças muito relevantes.

  • Assim como Charlie, Alfie é portador do que parece ser uma doença neurodegenerativa — da qual os médicos britânicos acreditam que ele não será capaz de se recuperar jamais.
  • Assim como os médicos de Charlie, os de Alfie acreditam que o dano causado a seu cérebro tornaria inútil prolongar a sua vida, razão pela qual eles recomendaram que a ventilação artificial que o mantinha vivo fosse desligada, a fim de que ele pudesse morrer — tudo tendo em vista os seus “melhores interesses”.
  • Assim como Charlie, Alfie ganhou o apoio de inúmeras pessoas ao redor do mundo, inclusive do Papa Francisco. Ele ganhou cidadania italiana, e a Itália se dispôs a transportá-lo para o Hospital Bambino Gesù, do Vaticano, sem nenhum custo para o serviço de saúde britânico. (Na tarde de anteontem (25), foi rejeitado o último recurso dos pais de Alfie à ordem judicial que impedia o vôo de seu filho a Roma.)

Existem, no entanto, algumas diferenças importantes entre os dois casos. A síndrome de Charlie, mesmo sendo rara e pouco conhecida, foi efetivamente diagnosticada. A de Alfie não. Charlie foi examinado de forma abrangente por vários tipos de equipes médicas, enquanto Alfie foi tratado quase que exclusivamente em uma unidade de terapia intensiva.

Mas provavelmente a mais importante diferença entre os dois casos é que, quando as autoridades britânicas determinaram que o suporte de Alfie fosse desligado, ele não morreu. Até o momento, o bebê está respirando por conta própria, já há mais de três dias.

Em resposta a esse impressionante rumo que vêm tomando os acontecimentos, a equipe responsável por Alfie parecia estar dando a ele água e oxigênio (não o suficiente, segundo algumas fontes), embora estivesse aparentemente negando à criança, por outro lado, níveis básicos de alimentação.

Esse procedimento em hipótese alguma pode ser considerado uma renúncia a um tratamento oneroso ou extraordinário. Assegurar que uma criança com deficiência receba alimentação e hidratação adequadas, especialmente quando ela é incapaz de obtê-las por si só, não é um ato médico, senão um princípio básico de decência humana.

Não economizemos palavras. Assim como Charlie Gard, a morte de Alfie Evans está sendo intentada pelas próprias pessoas cuja vocação seria ajudá-lo e protegê-lo. A diferença no caso de Alfie é que, por ele seguir respirando, a suposta “renúncia a um tratamento oneroso” torna-se notoriamente absurda. Em uma situação sem dúvida embaraçosa para aqueles que esperavam a sua morte, o fato de Alfie continuar respirando deixou mais clara a verdadeira natureza do ato de desligar a sua ventilação artificial.

É claro que, assim como Charlie Gard, nós tínhamos evidência mais do que suficiente para fazer um tal julgamento, mesmo antes de Alfie ser desentubado. O juiz de primeira instância que se negou a permitir que Alfie viajasse para a Itália estava preocupado com o dano cerebral causado à criança, e não com a “desproporção” do tratamento que se desejava dar ao menino. Como é possível que a deficiência de Alfie seja grave, por isso, de acordo com o juiz, seria do “melhor interesse” da criança… morrer.

Considerando o quanto ainda temos a aprender sobre o cérebro e a sua relação com o funcionamento do nosso organismo, o juiz em questão pode simplesmente estar errado. Em outro caso, um bebê que nasceu com apenas 2% de tecido cerebral normal tem agora, inexplicavelmente, um cérebro em pleno funcionamento. Estudos de caso mostram que pacientes sem camadas do córtex cerebral podem ainda assim saber quem são, contar piadas e reconhecer a si próprios em fotografias. Algumas crianças nascidas com hidranencefalia podem sorrir e chorar, entender a diferença entre familiares e estranhos e até mesmo ter preferência por certos tipos de música.

Também não se pode excluir a possibilidade de que os medicamentos no sistema de Alfie tenham suprimido as conexões talâmicas do cérebro, dando assim a falsa impressão de que grande parte do órgão tenha se danificado.

Uma criança portadora de síndrome de Down. Cada vez mais rara em países como a Islândia.

Mas, mesmo supondo que o juiz esteja correto, o que ele e outras pessoas estão defendendo é que certas crianças portadoras de deficiências graves seriam indignas de viver. Juntando este caso com o de Charlie Gard, o Reino Unido estabelece dois precedentes claros e assustadores, a partir dos quais genitores que não concordem com a visão eugenista dos médicos de seus filhos podem tê-los arrancados de suas mãos e deixados para morrer — tudo no “melhor interesse” das crianças.

Por pior que seja essa tendência, quando combinada com outras tendências do Ocidente secular e supostamente desenvolvido, é possível entrever um caminho lógico e muito claro em direção a coisas ainda piores.

Já existe um “capacitismo” sistemático atuando, por exemplo, nas elevadas taxas de aborto de crianças diagnosticadas com síndrome de Down durante o pré-natal: muitos países da Europa estão eliminando pessoas com essa deficiência em uma taxa que vai de 70 a 90%. A Bélgica e a Holanda desenvolveram protocolos legais para matar crianças depois de nascidas, geralmente por causa de julgamentos a respeito da “qualidade” de suas vidas. Muitos bioeticistas seculares têm defendido a morte ativa de pacientes com deficiência — consequência natural do fato de já estarmos provocando suas mortes, ao deixarmos de lhes dar tratamento.

Basta raciocinar um pouco. O que logicamente impediria um Estado de decidir que vários tipos de crianças com deficiência são indignas de viver, tomando-as de suas famílias à força e provocando suas mortes — no “melhor interesse” delas, é claro?

O Ocidente secularizado e supostamente desenvolvido encontra-se em um de seus mais sérios dilemas morais. Seguiremos a lógica dos princípios morais e legais adotados em países como o Reino Unido, a Bélgica e a Holanda? Ou seremos capazes de juntar forças morais para combater tais princípios de maneira direta e convincente?

Um dos momentos de maior glória para a Igreja Católica no século passado foi a condenação clara e vigorosa dos bispos alemães ao programa de eutanásia nazista para pessoas com deficiência. Não é uma analogia histórica perfeita, mas hoje a Igreja se encontra na cúspide de um momento similar. Seremos mais uma vez francos e veementes na defesa dessas pessoas vulneráveis, que correm o risco de ser mortas? Ou iremos nos render às poderosas instituições forçando uma agenda violenta, “capacitista” e que está em oposição a nosso compromisso fundamental — sem o qual corre risco nossa própria salvação eterna — de ver o rosto de Cristo nas crianças com deficiência?

O Papa Francisco admiravelmente colocou-se do lado tanto de Charlie Gard quanto de Alfie Evans. Mas a hierarquia católica europeia, de modo geral, parece fria e complacente, prestando deferência ao establishment médico-legal que vê, na aplicação da teologia moral católica a esses casos, nada mais do que um “nonsense ridículo e emotivo”.

Talvez aqueles que não foram infectados com o “capacitismo” do Ocidente secularizado e supostamente desenvolvido estejam em melhores condições de corresponder a essa expectativa. Os bispos do Brasil, curiosamente, gravaram um vídeinsistindo em que o governo britânico tem o dever de usar seus recursos para suportar aqueles que mais precisam, e por isso a vida de Alfie deve ser protegida.

É exatamente isso. Basta de deferências ao establishment médico-legal e a seus julgamentos sobre quais vidas seriam dignas de ser salvas. Agora é o momento de escolhermos. Os mais vulneráveis exigem nosso apoio inequívoco e incondicional.

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Você daria cocaína para o seu filho?
Educação

Você daria cocaína para o seu filho?

Você daria cocaína para o seu filho?

Você daria a seu filho de sete anos uma garrafa de vinho para ele beber? E sua filha de 12 anos, que acabou de entrar na adolescência, você por acaso lhe daria um punhado de cocaína?

Religión en LibertadTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere24 de Maio de 2018
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Você daria a seu filho de sete anos uma garrafa de vinho para ele beber? E sua filha de 12 anos, que acabou de entrar na adolescência, você por acaso lhe daria um punhado de cocaína?

A resposta para essas perguntas parece óbvia, mas é o que acontece muitas vezes, quando se entrega a crianças, sem nenhum tipo de restrição, tablets e smartphones.

É o que afirma Mandy Saligari, especialista em vícios, terapeuta e diretora de uma clínica de reabilitação em Londres, que tem se deparado, nos últimos anos, com uma enxurrada de casos de crianças e adolescentes viciados nessas novas tecnologias.

Há anos que numerosos especialistas em educação vem alertando para esses males, e que neuropsicólogos de prestígio vem avisando dos efeitos negativos que essas tecnologias produzem nas crianças, sem que suas advertências, no entanto, surtam grandes efeitos.

Mandy, assim como muitos outros especialistas, afirma que os pais não têm real consciência da gravidade que é os seus filhos passarem horas e horas diante de uma tela.

“Sempre digo às pessoas: quando você dá a seu filho um tablet ou um telefone, é como se você estivesse realmente lhe dando uma garrafa de vinho ou um punhado de cocaína”, disse Mandy, durante uma conferência educativa em Londres. Ela se perguntava, ao mesmo tempo, “por que prestamos muito menos atenção a essas coisas do que às drogas e ao álcool, quando uma coisa e outra trabalham com os mesmos impulsos cerebrais”.

Nacho Calderón, um prestigiado neuropsicólogo espanhol, assegura que “os celulares e tablets estão gerando déficit de atenção com hiperatividade. Indo aos casos mais extremos, chegaríamos, é claro, a problemas graves de conduta, de agressividade, de isolamento social, e de crianças que só sabem viver através de uma tela”.

Isso ficou patente em um pequeno experimento feito por Dolmio, uma marca britânica de alimentos, com o objetivo de promover as refeições em família. Sem querer, os produtores do comercial se depararam com algo aterrador.

Os protagonistas eram quatro famílias com filhos e o momento escolhido era a hora da refeição. Neste experimento o filho se encontrava sentado à mesa com seu tablet enquanto seus pais preparavam a comida. O objetivo era observar o que faria as crianças deixarem de olhar para a tela, enquanto a realidade ao redor delas fosse se transformando.

Mas a dependência das crianças era tal que elas haviam perdido o contato com o espaço e o tempo, bem como com a realidade de tudo à sua volta. Os pais começaram mudando os quadros e a decoração da sala sem que eles se dessem conta. Também passavam pela sala com objetos estranhos e com capacetes de vikings, por exemplo. Mas nada disso fazia seus filhos erguerem a cabeça.

O experimento foi mais além e seus pais foram trocados por outros adultos que simplesmente vestiam roupas da mesma cor. As crianças não notaram nada, apesar de eles se moverem de um lado para o outro. Inclusive seus irmãos foram trocados por outras crianças, que chegaram a se sentar à mesa com eles. Nem assim, porém, eles perceberam o que acontecia.

Só uma coisa fez com que eles levantassem os olhos: o momento em que se desligou a internet. As crianças tiveram então uma grande surpresa, ao notarem o que havia ocorrido.

Mas esse é apenas um exemplo recente do que está acontecendo em tantos lares onde as telas já constituem como que uma “extensão” das mãos de crianças e adolescentes. As cifras são arrepiantes.

Mandy recorda que inúmeras crianças de 13 anos são tratadas por vício em tecnologia digital e que dois terços dos britânicos entre 12 e 15 anos não conseguem ter um equilíbrio entre o tempo em que estão em frente a esses dispositivos e outras atividades.

Vícios são “um padrão de comportamento que pode se manifestar de diferentes maneiras”.

Quando pensam em vícios — adverte essa especialista —, o pensamento dos pais se dirige a coisas específicas ou a determinados tipos de substância, mas, na realidade, a dependência é “um padrão de comportamento que pode se manifestar de diferentes maneiras”.

Um problema ligado a esse é o aumento no número de menores de idade que enviam e receberam imagens pornográficas, ou que acessam conteúdos impróprios para sua idade a partir dos dispositivos que têm em mãos.

Mandy afirma que dois terços dos pacientes de sua clínica têm entre 16 e 20 anos, um “aumento dramático” em relação a 10 anos atrás. “Muitas de minhas pacientes são meninas de 13 e 14 anos, envolvidas com os chamados nudes, e descrevendo-os como coisas ‘completamente normais’.”

Segundo sua experiência, muitas dessas meninas acreditam que enviar uma foto de si mesmas nuas a alguém, através de um telefone, é algo “normal”, desde que o pai ou um adulto não descubra o que está acontecendo.

Por essa razão, muitos especialistas como ela estão de acordo em que deve existir um maior controle dos pais nessa matéria. 40% dos pais de filhos entre 12 e 15 anos confessam que acham difícil controlar o tempo que seus filhos passam diante desses dispositivos. O resultado é que, mesmo morando sob o mesmo teto que seus pais, as crianças e adolescentes de hoje recebem estímulos e influência de uma porção de pessoas e lugares, menos daqueles que os geraram e que realmente os deveriam educar.

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Existe “cura gay”?
Doutrina

Existe “cura gay”?

Existe “cura gay”?

“A ‘cura gay’ não é aquilo que muitas vezes as pessoas pensam”. Uma resposta firme, equilibrada e católica para a delicada questão da homossexualidade.

Equipe Christo Nihil Praeponere23 de Maio de 2018
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É bastante conhecida a orientação da Igreja às pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo. O Catecismo da Igreja Católica diz, em seu parágrafo 2359, que:

As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.

O que muitas vezes se pergunta é se a Igreja não estaria exigindo demais dos homossexuais, pedindo-lhes que vivam a castidade. Não seria um fardo demasiado pesado para se carregar? Por que não “liberar” simplesmente que essas pessoas vivam seus desejos e “abrir” a doutrina da Igreja a esse tipo de situação?

Essas perguntas dizem respeito à realidade de “um número não negligenciável de homens e de mulheres”, que “apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas” (Catecismo, § 2358). Por isso, exigem uma resposta elaborada, minuciosa e profunda — justamente o que Padre Paulo Ricardo faz neste breve vídeo, extraído de nosso episódio ao vivo “Masturbação: nunca mais”.

Trocando em miúdos o que explica o padre, temos o seguinte.

Em primeiro lugar, “é perfeitamente possível ser feliz sem praticar sexo”. A frase pode escandalizar a muitos, mas é isso mesmo. As pessoas só pensam o contrário porque ficaram cegas, obstinadas no pecado, e não querem ouvir nada que aponte o erro de seus maus hábitos:

A imoralidade desenfreada que reina no mundo de hoje é uma das causas principalíssimas — a mais importante depois da propaganda materialista e ateia — da descristianização cada vez maior da sociedade moderna. O mesmo Cristo nos avisa no Evangelho que “todo o que pratica o mal odeia a luz” (Jo 3, 20). Não há nada que cegue tanto como a obstinação no pecado. [1]

Muita gente confunde, além disso, “felicidade” com “prazer”. Enquanto esta é uma sensação principalmente animal, a primeira experiência só pode ser feita pelos seres humanos, detentores que são de uma alma imortal.

A doutrina católica é clara em indicar que a suma felicidade de nossa vida consiste em conhecer e amar a Deus. Todo o resto, portanto, deve subordinar-se a isso. Se estamos fazendo o contrário, somos nós quem devemos mudar, não a Igreja. São os homens que precisam converter-se a Deus, mudar a própria mentalidade e vida, e conformá-los à vontade divina. Propor o contrário seria paganizar a religião e colocá-la a serviço de nossos interesses.

Em segundo lugar, “a ‘cura gay’ não é aquilo que muitas vezes as pessoas pensam”. Como a expressão “cura gay” já gerou muitos mal entendidos, expliquemos o que queremos dizer com ela. Se existe uma “cura gay”, ela não consiste em fazer uma pessoa, que tem atração pelo mesmo sexo, sentir-se atraída pelo sexo oposto. Uma cura da sexualidade humana que se queira “integral” precisa colocar em relevo, sempre, o sexo compatível com a santidade: para quem deseja seguir a Cristo, o ato sexual só pode ser realizado dentro do Matrimônio e de um modo que não se feche à transmissão da vida.

O porquê desse ensinamento da Igreja poderia ser tranquilamente destrinchado tanto racionalmente quanto a partir da Revelação divina. Mas isso nos levaria longe demais. O que importa saber, à luz disso, é que o modo como nossa sociedade, de modo geral, vem vivendo a sexualidade, precisa ser profundamente transformado. Não são apenas os homossexuais, portanto, que precisam de curar-se. Um casal de namorados que se relaciona antes de casar-se, um cônjuge que trai a própria esposa, um jovem que vive afundado na masturbação e na pornografia, todos precisam ter a própria sexualidade curada. A Igreja não é homofóbica. O seu convite à castidade estende-se a todos os seus filhos, indiscriminadamente.

Por fim, “o celibato é o tempero da moral sexual”. Convidar as pessoas à castidade pode significar muitas vezes, até para pessoas casadas, uma renúncia, provisória ou definitiva, ao ato conjugal. Por isso, falar de celibato não pode ser um “bicho de sete cabeças” — como parece ser em muitos ambientes, de Igreja até! Por trás de uma omissão a esse respeito está escondida muitas vezes a ideia de que é impossível ser feliz e realizar-se sem sexo. Ou seja, estamos reduzindo a doutrina moral da Igreja aos postulados da revolução sexual.

A pergunta que precisamos nos fazer, ao fim e ao cabo, é se acreditamos mais em Freud ou em Jesus Cristo; se damos mais crédito ao que assistimos na televisão ou ao que lemos e ouvimos da Palavra de Deus. Só se tivermos fé no que nos ensina a Igreja, afinal, poderemos cumprir o que ela — não em seu próprio nome, mas em nome de Cristo — nos manda. Como diz G. K. Chesterton, “não é que o ideal cristão tenha sido tentado e considerado imperfeito; ele foi considerado difícil sem nem mesmo ser tentado” [2].

Tentemos, pois! O que está em jogo é a nossa realização neste mundo — e a nossa eterna salvação no outro.

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Os falecidos não podem nos trazer mensagens do além?
Doutrina

Os falecidos não podem
nos trazer mensagens do além?

Os falecidos não podem nos trazer mensagens do além?

Para sabermos o que acontece depois da morte, não necessitamos perturbar o repouso dos falecidos. Deus escolheu outro caminho para nos instruir sobre o sentido da vida e o destino eterno que teremos.

Frei Boaventura Kloppenburg22 de Maio de 2018
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Não é permitido, como já vimos, evocar as almas de pessoas que já morreram, prática muito comum no espiritismo. Mas por que tão rigorosa interdição, afinal? Não poderíamos ser positivamente ajudados pela instrução dos falecidos? Ou quererá Deus deixar-nos na ignorância acerca dos acontecimentos depois da morte?

O próprio Jesus nos deu a resposta na parábola do pobre Lázaro e do rico epulão (cf. Lc 16, 19-31). Ambos morrem e são julgados, cada um de acordo com a vida que levou nesta terra. Lázaro “foi levado pelos anjos ao seio de Abraão”, isto é, ao céu. O rico avarento é condenado ao inferno.

A diferença entre os dois, depois da morte, é grande. O falecido rico gozador implora: “Pai Abraão, tem piedade de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo para me refrescar a língua, pois estou torturado nesta chama”. Mas a separação entre ambos é definitiva e a comunicação, impossível. A resposta do céu é clara e dura: “Entre vós e nós existe um grande abismo, de modo que aqueles que quiserem passar daqui para junto de vós não o podem, nem tampouco atravessarem os de lá até nós” (v. 26).

“A alma de Lázaro levada para junto de Abraão”, Mestre de James IV da Escócia.

O falecido epulão insiste num pedido com filantrópica proposta: “Pai, eu te suplico, envia então Lázaro até a casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; que ele os advirta, para que não venham eles também para este lugar de tormento”. Era uma sugestão que parecia muito boa. Estabelecer-se-ia um útil intercâmbio entre os do além, com seus novos conhecimentos, e os da terra, sempre necessitados de esclarecimento e orientação. No entanto, a resposta do céu é seca: “Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam!” (v. 29).

Mas o proponente insiste, com uma justificação: “Não, pai Abraão, se alguém dentre os mortos for procurá-los, eles se converterão”. A razão parecia óbvia. É a solução proposta também pelos atuais movimentos espiritistas. Se é verdade que as almas dos falecidos sobrevivem conscientemente e que elas continuam solidárias conosco, afirmações que são corroboradas pela Bíblia e ensinadas pela Igreja Católica, por que não poderia o Criador escolher esta via para trazer revelações úteis do além? A resposta do céu, entretanto, segundo Jesus, é sem rodeios: “Se não escutam nem a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão” (v. 31).

É a rejeição pura e simples da via espiritista [1].

Deus certamente “quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4). Ele não quer deixar-nos na ignorância. Mas o Criador dos homens escolheu outra via para instruí-los sobre o sentido da vida e o destino eterno. Na Constituição dogmática Dei Verbum, de 1965, o Concílio Vaticano II resume no n. 2 assim o plano divino da revelação:

Aprouve a Deus, em sua bondade e sabedoria, revelar-se a si mesmo e tomar conhecido o mistério de sua vontade (cf. Ef 1, 9), pelo qual os homens, por intermédio de Cristo, Verbo feito carne, e, no Espírito Santo, têm acesso ao Pai e se tornam participantes da natureza divina. Mediante esta revelação, portanto, o Deus invisível, levado por seu grande amor, fala aos homens como a amigos (cf. Ex 33, 11; Jo 15, 14-15), e com eles se entretém para os convidar à comunhão consigo e nela os receber.

Este plano de revelação se concretiza através de acontecimentos e palavras intimamente conexos entre si, de forma que as obras realizadas por Deus na história da salvação manifestam e corroboram os ensinamentos e as realidades significadas pelas palavras. Estas, por sua vez, proclamam as obras e elucidam o mistério nelas contido. No entanto, o conteúdo profundo da verdade, seja a respeito de Deus, seja da salvação do homem, se nos manifesta por meio dessa revelação em Cristo, que é ao mesmo tempo mediador e plenitude de toda a revelação.

Deste plano de revelação estão excluídos os falecidos. Depois de Moisés e dos Profetas, Deus nos enviou seu Filho, o Verbo eterno que ilumina todos os homens, para que habitasse entre os homens e lhes expusesse os segredos de Deus (cf. Jo 1, 1-18). Com Jesus recebemos a plenitude da revelação necessária para a nossa salvação.

  • Ele se apresenta a si mesmo com uma declaração solene: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6).
  • Ele está “cheio de verdade” (Jo 1, 14).
  • “Nele se acham escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2, 3).
  • Ele é pessoalmente o anunciado e prometido Emanuel, Deus-com-os-homens. Ele é para nós como a nuvem luminosa do Êxodo: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12).
  • Ele é a luz das gentes (cf. Lc 2, 32), o sol nascente que ilumina os que estão nas trevas (cf. Lc 1, 78s).
  • “Eu, a luz, vim ao mundo para que aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 12, 46).

Não necessitamos perturbar o repouso dos falecidos (cf. 1Sm 28, 15). O Concílio Vaticano II, na citada Constituição Dei Verbum (n. 4b), nos garante que “a economia cristã, como aliança nova e definitiva, jamais passará, e já não há que esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. 1Tm 6, 14; Tt 2, 13)”.

Não haverá “terceira revelação”.

O espiritismo, que pretende ser precisamente esta “terceira revelação”, não só não entra nos planos de Deus Revelador, mas se opõe à economia divina.

Referências

  • Trecho extraído e levemente adaptado de “Espiritismo: Orientação para Católicos”. 9.ª ed., São Paulo: Loyola, 2014, pp. 54-56.

Notas

  1. O que dizer, então, das aparições de almas do Purgatório, as quais já relatamos aqui em algumas oportunidades? Elas devem ser entendidas como milagres, permissões extraordinárias de Deus. “Quem negará a Deus todo-poderoso”, afinal, “a capacidade de enviar-nos seus mensageiros? Quando Deus manda, a iniciativa é sua; e a conseqüente manifestação do além toma para nós um caráter espontâneo. Bem outra é a situação quando a iniciativa é nossa, querendo nós provocar alguma conversação com entidade do além.”

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Se você usa camisinha, este texto é para você
Doutrina

Se você usa camisinha,
este texto é para você

Se você usa camisinha, este texto é para você

O tempo provou onde a sabedoria está. É hora de admitir o óbvio. Se você tem o costume de usar camisinha, pílulas e outros métodos contraceptivos, este texto é para você.

Mons. Charles Pope,  Community in MissionTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere22 de Maio de 2018
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Para falar sobre assédio e abuso sexual em nossa cultura, nós faríamos muito bem em avaliar o quanto a “mentalidade contraceptiva” contribuiu para muitos dos problemas que estamos enfrentando hoje.

De acordo com essa visão de mundo, não haveria qualquer conexão necessária entre sexo e geração de filhos: o que Deus uniu… foi arbitrariamente separado. Isso levou a uma enorme confusão quanto à natureza e ao fim da intimidade sexual, bem como quanto ao que sejam Matrimônio e família. Muitos tratam o sexo de maneira frívola e leviana; pensam erroneamente que o sexo pode ser vivido sem consequências; e, como temos visto em notícias recentes, muitos homens já não veem as mulheres como esposas, mães e pessoas que devem ser respeitadas, mas como objetos a ser explorados.

Duas gerações se passaram desde a publicação da corajosa e profética encíclica Humanae Vitae, a qual manteve a antiga condenação da Igreja ao uso da contracepção artificial. E talvez nenhum outro ensinamento da Igreja provoque tanto escárnio (mesmo entre os católicos) quanto esse sobre a regulação da natalidade. “Absurdo!”, dizem alguns. “Fora de cogitação!”, meneiam a cabeça. “Ridículo!”, fazem troça. “Você só pode estar brincando!”

Mas o tempo cuidou de provar onde estava a sabedoria (cf. Mt 11, 16-19). Cerca de cinquenta anos após a aceitação generalizada da contracepção, como nós estamos? Talvez seja melhor rever algumas das “promessas” que os defensores da contracepção fizeram e, então, fazer um paralelo com algumas das profecias do Beato Papa Paulo VI. Revisemos os registros e tomemos nota de quais foram, afinal, os “frutos” da contracepção.

As promessas dos defensores da contracepção eram:

  • Casamentos mais felizes e menos divórcios, porque os casais seriam capazes de ter tantas relações quanto quisessem sem o “medo” da gravidez.
  • Menor número de abortos porque haveria bem menos casos de gravidez “indesejada”.
  • Maior dignidade para as mulheres porque elas não estariam mais “presas” a seus sistemas reprodutivos.
  • Uma promessa mais recente: redução das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e da AIDS.

As preocupações e previsões do Papa Paulo VI, no n. 17 da Humanae Vitae, eram as seguintes:

Considerem, antes de mais, o caminho amplo e fácil que tais métodos abririam à infidelidade conjugal e à degradação da moralidade.

Não é preciso ter muita experiência para conhecer a fraqueza humana e para compreender que os homens — os jovens especialmente, tão vulneráveis neste ponto — precisam de estímulo para serem fiéis à lei moral e não se lhes deve proporcionar qualquer meio fácil para eles eludirem a sua observância.

É ainda de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada.

Pense-se ainda seriamente na arma perigosa que se viria a pôr nas mãos de autoridades públicas, pouco preocupadas com exigências morais. Quem poderia reprovar a um governo o fato de ele aplicar à solução dos problemas da coletividade aquilo que viesse a ser reconhecido como lícito aos cônjuges para a solução de um problema familiar? Quem impediria os governantes de favorecerem e até mesmo de imporem às suas populações, se o julgassem necessário, o método de contracepção que eles reputassem mais eficaz?

Quem estava, pois, com a razão? O mundo ou a Igreja? Vamos considerar alguns dados.

Em primeiro lugar, a taxa de divórcios não diminuiu; disparou. Nos Estados Unidos, a taxa de divórcios subiu na década de 1970 e depois até quase 50% dos casamentos estavam em crise. Nos últimos anos, o número de divórcios caiu ligeiramente, mas isso só deve ao fato de que cada vez menos pessoas querem se casar, preferindo, ao invés, coabitar ou relacionar-se em uma espécie de monogamia em série, pulando de um relacionamento para outro. A taxa geral de divórcio atualmente paira na faixa de 40%.

Os defensores da contracepção hoje reclamam que o divórcio é um assunto complicado, o que certamente é verdade, mas eles não podem ficar dos dois lados: primeiro dizem que a contracepção será uma solução “simples” para tornar os casamentos mais felizes e, depois, quando percebem tão drasticamente que estão errados, reclamam que o divórcio é complicado. O Papa Paulo VI, por outro lado, previu a maré difícil para o casamento com o advento da contracepção; parece que ele estava certo.

Em segundo lugar, a taxa de abortos não diminuiu; disparou também. Em poucos anos, a pressão para tornar o aborto mais acessível levou à sua legalização em 1973, nos Estados Unidos. Já está provado que os contraceptivos, longe de diminuírem a taxa de abortos, na verdade, só a fizeram aumentar. Como os contraceptivos costumam falhar, o aborto tem se tornado o último recurso para os casais que não querem ter filhos.

Além disso, como previu o Papa, a imoralidade sexual foi amplamente disseminada; e também isso tem levado a altas taxas de aborto. É difícil comparar os índices de promiscuidade entre as épocas porque as pessoas não costumam contar a verdade quando perguntadas sobre essas coisas. Mas alguém precisa ser muito míope para não perceber o aumento vertiginoso da promiscuidade aberta, da coabitação, da pornografia e de outras imoralidades. Todos esses maus comportamentos, que se tornaram mais comuns pelos contraceptivos, também alimentaram as taxas de aborto. Mais um ponto em que a previsão do Papa e da Igreja se mostrou certa.

Consideremos, em terceiro lugar, a dignidade da mulher. Trata-se de algo difícil de estimar, porque cada pessoa tem seus próprios critérios para medi-la. As mulheres têm, de fato, grandes oportunidades profissionais hoje, mas será essa realmente a fonte da dignidade de uma pessoa?

A dignidade de alguém certamente envolve mais que suas capacidades econômicas. Infelizmente, a maternidade foi para o banco de trás na cultura popular e, como o Papa previu, as mulheres foram hipersexualizadas também. Sua dignidade como mães e esposas foi posta de lado e substituída pelo prazer sexual que elas oferecem aos homens.

Muitos homens modernos, não mais obrigados ao casamento para terem satisfação sexual, usam e abusam das mulheres. Eles simplesmente “pegam o que querem” e muitas delas parecem dispostas a lhes fornecer isso livremente. Neste cenário, os homens “vencem”. As mulheres ainda são frequentemente infectadas por DSTs e abandonadas com seus filhos, os quais têm de assistir e educar sozinhas. E, quanto mais ficam velhas e “menos atraentes” para os homens, mais sozinhas ficam. Eu não estou muito certo de que isso seja dignidade.

Teriam as mulheres realmente se beneficiado com essa nova moralidade que a contracepção ajudou a inaugurar? Aparentemente, o Papa estava certo mais uma vez.

Em quarto lugar, o que dizer da contracepção como fator que previne e reduz as DSTs ou a AIDS? Novamente, uma grande decepção. As DSTs não foram prevenidas nem diminuíram. A taxa de infecções disparou entre os anos 1970 e 1980. A AIDS, que surgiu neste mesmo período, continua a apresentar taxas terrivelmente altas. Onde está a libertação prometida?

Os contraceptivos previnem muito pouco. O que eles fazem, na verdade, é encorajar a propagação dessas doenças, pois promovem o mau comportamento que as causa. Aqui, também, a Igreja estava certa e o mundo, errado.

O tempo cuidou de mostrar, portanto, onde estava a sabedoria. O que aprendemos ao longo destas décadas de contracepção? Primeiro, que é um grande erro acreditar em suas promessas; os contraceptivos só tornaram as coisas piores do que já estavam. Maus comportamentos têm sido estimulados e todas as consequências ruins decorrentes disso estão vindo à tona.

Por outro lado, a maioria das pessoas parece desinteressada nesses dados. Os corações se tornaram entorpecidos e as inteligências se encontram adormecidas. Apesar disso, espero que você considere com cuidado essas informações, compartilhando-as com outras pessoas. O tempo provou onde a sabedoria está. É hora de admitir o óbvio.

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