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977. A atualidade da mensagem de Fátima

A mensagem de Fátima nunca esteve tão atual. Precisamos rezar e fazer penitência, opondo-nos à onda de materialismo e descrença que vem se agigantando há séculos.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 11, 27-28)

Naquele tempo, enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”.

Hoje, dia 13 de outubro, comemoramos a última aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, Lúcia e os santos Francisco e Jacinta Marto. Apresentando-se como uma mulher revestida de brancos fulgores de sol, a Virgem de Fátima nos remete, tanto por sua mensagem como pelo milagre que há mais de um século teve lugar num dia como este, àquela grande batalha descrita pelo Apóstolo S. João no Apocalipse entre a Mulher e o dragão cor de fogo. A Virgem predissera à época que, se não houvesse conversão e penitência, a Rússia espalharia pelo mundo os seus erros. Trata-se de uma alusão clara ao comunismo, ideologia atéia e materialista combatida vigorosamente pelo magistério eclesiástico durante o século XX. Dentre as razões por que a Igreja se opôs desde o início à doutrina comunista destacam-se não só os seus erros em matéria econômica e a concepção antropológica de fundo que a inspira, mas sobretudo o seu caráter paradoxalmente religioso. Propondo um pseudo-ideal de justiça e igualdade perfeitas, o comunismo se constitui como visão global de mundo — para os seus sequazes, naturalmente, a única visão possível e genuína —, que abarca todas as dimensões da vida e busca, nas palavras do Papa Pio XI, impregnar “toda a sua atividade dum misticismo hipócrita” (Encíclica “Divini Redemptoris”, n. 8): a sua cartilha é o novo “evangelho”; a nova ordem político-econômica propugnada, o verdadeiro “reino de Deus”; os seus adeptos mais ferrenhos, “apóstolos” e discípulos dispostos a enfrentar o martírio, não já pelo céu, mas pela “causa” de um paraíso intra-histórico.

A história, porém, é testemunha eloquente, ainda que silenciada pela conivência de uns e esquecida pela ignorância de muitos, de que as “fascinadoras promessas” do comunismo só conseguem produzir miséria, morte e destruição por todas as partes que têm a infelicidade de cair sob suas garras. O comunismo é, neste sentido, o exemplo mais contundente de que toda pretensão humana de recriar na terra o paraíso de que outrora foram expulsos nossos primeiros pais está fadada a convertê-la num verdadeiro inferno. Não é preciso tomar partido algum, alinhando-se a esta ou aquela postura política, para constatar esse triste fato; a história está aí para quem a quiser ouvir. Tampouco é preciso ir muito longe para saber que estes males, longe de terem desaparecido, continuam vivos e ameaçadores, prontos para engolir os povos que se deixam infiltrar pela sua propaganda tão astuta como vasta, às vezes tão discreta, mas sempre funesta e mortífera. De Terço em mãos, ajoelhemo-nos aos pés de Nossa Senhora, Rainha do Sacratíssimo Rosário de Fátima, e peçamos a ela que livre o nosso país da peste do materialismo ateu e faça de nós um povo unido pelos laços da mesma fé, do temor ao mesmo Deus e do amor ao mesmo Senhor Jesus, nosso único Rei e Salvador.

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