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460. A importância da cruz

O Evangelho de hoje nos revela que não há outro caminho para uma vida de verdadeira alegria e plena realização do que o caminho da renúncia e do sacrifício.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
8, 34–9, 1)

Naquele tempo, chamou Jesus a multidão com seus discípulos e disse: "Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho vai salvá-la.

Com efeito, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perde a própria vida? E o que poderia o homem dar em troca da própria vida? Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras diante dessa geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória do seu Pai com seus santos anjos". Disse-lhes Jesus: "Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão não morrerão sem antes terem visto o Reino de Deus chegar com poder".

O Evangelho é, como o próprio nome indica, uma boa notícia; por isso, se ele nos exorta a abraçar a cruz e a seguir a Cristo em seu caminho de sacrifício e renúncia é porque aqui, na dor, existe de fato uma fonte de alegria e redenção, ainda que muitas vezes, devido às nossas fraquezas e às seduções do inimigo, não estejamos dispostos a reconhecê-lo. Com efeito, Deus, que é Amor (cf. 1Jo 4, 8), nos propõe em sua Boa-nova um modelo de vida que, apesar de chocar-se com os nossos desejos e expectativas mundanas, é o único que nos fará realmente bons e felizes: "Se alguém me quer seguir", diz Jesus, "renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga", quer dizer, morra para si mesmo, para o homem velho que, por seu apego desordenado às criaturas, nos esvazia de nossas mais preciosas energias para amar e servir a Deus na pessoa de nossos irmãos. Renunciar, pois, a si mesmo e fazer morrer ao egoísta que vive dentro de nós é condição necessária para que vivamos, em plenitude, a própria vida divina do nosso Redentor. Roguemos hoje a Cristo que nos dê, pelas mãos de Maria Santíssima, Virgem Dolorosa, a alegria de sermos contrariados em nosso comodismo e egoísmo, a fim de, morrendo para o que nos mata, vivermos para Aquele que nos veio trazer vida, e vida em abundância (cf. Jo 10, 10).

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