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452. A impureza do pecado

O que torna o homem impuro, diz hoje o Salvador, não vem de fora, mas brota do próprio coração humano. Com esta salutar advertência, Jesus nos recorda que as grandes vítimas do pecado não são senão os mesmos pecadores.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
7, 14-23)

Naquele tempo, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: "Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Quem tem ouvidos para ouvir ouça".

Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. Jesus lhes disse: "Será que nem vós compreendeis? Não entendeis que nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, porque não entra em seu coração, mas em seu estômago e vai para a fossa?" Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros.

Ele disse: "O que sai do homem, isso é que o torna impuro. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem".

Os preceitos e rituais que Deus instituiu para o seu povo, durante a Antiga Aliança, eram meios preparatórios para a verdadeira obediência — a do amor — que, com o auxílio da graça, os homens Lhe deveriam prestar sob o Novo e eterno Testamento. É a esse caráter pedagógico que Jesus aponta no Evangelho de hoje, ao explicar aos discípulos o sentido profundo de certas restrições alimentares impostas pela Lei: "Nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura", diz Ele, pois é o "que sai do homem o que o torna impuro". É do nosso coração que surgem aqueles pecados que, tornando-nos impuros aos puríssimos olhos do Céu, põem a perder nossa amizade com Aquele que a todo instante, com um pensamento fixo e amoroso em cada um de nós, comunica-nos tudo o somos e possuímos. A advertência que o Senhor hoje nos dirige deve servir-nos, pois, como um chamado a reconhecermos que todo pecado, por constituir uma oposição mais ou menos grave a Deus, não pode redundar senão em nosso próprio prejuízo; somos nós, como efeito, que nos fazemos imundos e, virando as costas para quem nos criou, tornamo-nos mancípios de Satanás. Ouçamos, pois, as salutares palavras de nosso Redentor e reconciliemo-nos o quanto antes com Deus, nosso Pai; busquemos esta semana o sacramento da Penitência e, de coração contrito, roguemos a Ele que nos purifique com o seu hissope e nos limpe com a sua justiça.

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