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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 9, 22-25)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?” 

Ontem, iniciamos a Quaresma. Hoje, a Igreja coloca diante de nossos olhos a Paixão de Cristo. O Evangelho traz o primeiro anúncio dela. S. Pedro acabara de professar a fé, dizendo que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, e o Senhor começou a explicar o que Pedro não tinha compreendido, isto é, que o Cristo devia subir a Jerusalém e morrer. Sabemos qual foi a reação de S. Pedro, segundo o evangelho de Mateus. Simão chamou Jesus à parte e lhe disse: “Senhor, que isso não aconteça contigo!” Jesus, porém, olhou-o com severidade e respondeu: “Vai para trás, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço”. Com isso, Jesus mostrou a Pedro que é preciso compreender a cruz não como um “acidente” ou um “imprevisto” nos planos de Deus, mas como a finalidade deles: Cristo veio ao mundo para morrer. Em um mundo tomado pelo egoísmo, que outra atitude teriam os homens senão a de querer crucificar o Amor feito carne? Mas Jesus não quer que trilhemos esse caminho. O que, então, é necessário fazer para não crucificar o Amor novamente? É necessário crucificar-se a si mesmo. Não se trata de “masoquismo”, de gosto pelo sofrimento; trata-se de amar, e amar é morrer pelo outro. E isso não só em um sentido sobrenatural, próprio da caridade divina, mas também em um sentido natural, válido também para o amor humano e corriqueiro. Quem é pai ou mãe não pode amar os filhos sem morrer para si de alguma maneira. O pai ou a mãe que diz: “E eu? Como é que eu fico?” acabará, cedo ou tarde, abandonado os filhos, o cônjuge, a casa, a família porque tudo será um “peso”. Mas é exatamente daí, dessa busca de “salvação”, que vem a grande ruína; é aí que muitos se perdem. Quantas pessoas destroem a própria família por pensarem que, assim, encontrarão a felicidade, mas o que descobrem é o vazio do próprio egoísmo! Nosso Senhor nos adverte: “Quem perde a vida por causa de mim, este a salva”, porque quem quiser salvar a própria vida irá perdê-la. A Quaresma é tempo de aprender concretamente essa mensagem de Deus, mensagem salvadora, um evangelho, uma boa notícia: a vida tem sentido, estamos neste mundo para os outros, estamos aqui para Deus. Se é verdade, para o amor humano, que quem ama morre para o próprio egoísmo, o que dizer do amor divino? Deus veio a este mundo para dar sua vida por nós. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”! No início da Quaresma, Jesus nos chama “amigos”, amigos pelos quais Ele entregou a própria vida na Cruz. Como não amar de volta a quem nos amou assim? Morramos para o nosso egoísmo e vivamos para Aquele que se entregou e morreu por nós.

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