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1252. Como encher de óleo as nossas lâmpadas?

Quando fomos batizados, Deus acendeu em nossa alma a luz sobrenatural da fé e do amor. Mas essa chama divina, que devemos manter sempre acesa, precisa de um óleo especial, que só se encontra na vida de oração, esse tratar de amizade com Quem sabemos que nos ama.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 25, 1-13)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: “O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide a seu encontro!’ Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.

No Evangelho de hoje, escutamos a parábola das dez virgens: cinco delas eram imprudentes e insensatas, e as outras cinco eram prudentes e precavidas. Admite esta parábola dois níveis de leitura. No primeiro, fala-nos ela da vigilância que todos devemos ter, por não sabermos nem o dia nem a hora em que o Senhor nos virá buscar desta vida. No segundo, refere-se ela não tanto ao dia da morte ou do juízo, mas à dinâmica normal da nossa vida espiritual. Nesse sentido, a parábola sublinha a necessidade de enchermos de óleo a nossa lâmpada, isto é, de preservarmos e fazermos crescer a chama da caridade sobrenatural que nos foi infundida quando do nosso Batismo. Isso, porém, só é possível mediante a vida de oração, que não é mais do que “um tratar de amizade, estando muitas vezes a sós com Quem sabemos que nos ama” (S. Teresa d’Ávila, Vida VIII, 7). Deus, com efeito, depositou em nós a semente do seu amor, justamente por querer que o amemos, e o exercício continuado, progressivo, gradual, desse trato de amizade não é senão a vida de oração íntima. É pela oração diária, feita não por simples obrigação, mas com o ânimo de quem sabe estar em diálogo franco com seu melhor Amigo, que vamos enchendo de óleo a nossa lâmpada, de modo que o pouco de amor que hoje podemos dar a Deus irá, de oração em oração, de encontro em encontro, crescendo e se avivando como uma chama que não se deixa extinguir jamais. E, como prêmio desse cuidado perseverante, dessa prudência divina que nos faz guardar o dom mais precioso que temos, que é a caridade, o Senhor virá encontrar-nos vigilantes, para nos fazer entrar consigo “para a festa de casamento”, figura não apenas do céu, onde se celebram as bodas do Cordeiro, mas também da santidade que já nesta vida podemos ter, antessala e prelibação do amor perfeitíssimo a Deus que hemos de experimentar no paraíso celeste. — Que o Senhor nos conceda hoje a graça de vivermos a oração íntima, não como mera obrigação diária, mas como encontro amoroso, que dia após dia nos encha daquela santa insatisfação de não amar a Cristo com todo o amor possível. Não sejamos como as virgens imprudentes, que acham estar prontas para receber o Esposo sem ter bem abastecidas suas lâmpadas, isto é, sua alma exercitada no amor pela oração.

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