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1271. Festa de São Mateus, Apóstolo e Evangelista

“Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz!” (Sl 18, 4-5).

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 9, 9-13)

Naquele tempo, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus.

Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”

Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

A Igreja entoa hoje, festa do Apóstolo S. Mateus, o seguinte salmo: “Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia” (Sl 18, 2-3). Essa primeira estrofe nos pode fazer pensar, num primeiro momento, na obra da criação, onde Deus manifesta, pelas perfeições várias das criaturas, a sua existência e o seu poder. Logo em seguida, porém, o canto do salmista parece tomar outra direção: “Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz” (Sl 18, 4-5). Aqui, nesta voz que atinge de um a outro extremo do mundo, a tradição da Igreja sempre reconheceu a voz dos Apóstolos, frágeis instrumentos de que o Altíssimo quis se servir para fazer chegar a toda criatura a sua palavra de salvação. Os que, por graça de Deus, já temos fé sabemos que a palavra transmitida pelos Apóstolos constitui, de fato, um grande mistério. Não é ela “discursos nem frases”, mas um canal da graça divina, que penetra o coração e o entendimento humanos, não como “uma voz que possa ser ouvida” e submetida à nossa curiosidade, às nossas perquirições intelectuais, mas como uma flecha enviada do céu, que corta a nossa cegueira quando e como Deus o quer. — Que, pela nossa fidelidade à pregação apostólica, possamos também nós ser instrumentos do único e grande Apóstolo, Jesus Cristo, que quer utilizar os membros do seu Corpo para atrair à unidade da fé os que estão fora do seu redil. Saibamos, pois, realizar no nosso entorno um eficaz apostolado, para que, por meio da nossa voz às vezes tão tíbia e em si mesma tão ineficaz, possa a graça divina atingir o coração de todos os que convivem conosco.

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