Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 6, 7-13)
Naquele tempo, Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!”. Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.
Texto do episódio:
Celebramos hoje a memória de Santa Águeda, uma jovem santa da antiguidade cristã que derramou o seu sangue para defender a pureza virginal. Ela é lembrada de maneira especial na liturgia da Igreja, sendo mencionada no Cânon Romano e na Oração Eucarística I.
Santa Águeda era uma mulher que tinha decidido se consagrar a Jesus, guardando a sua virgindade. No entanto, em uma sociedade pagã, nada disso era compreendido, e como Águeda resistia a aceitar o matrimônio, ela foi acusada de seguir a “superstição cristã”. Por isso, foi interrogada, aprisionada e torturada, mas perseverou na fé e continuou mostrando uma determinação inabalável de se entregar ao seu Esposo, Jesus.
Santa Águeda foi torturada de várias formas, chegando até mesmo a ter um dos seios arrancados. Depois, levada à prisão, toda chagada e moribunda, ela foi curada milagrosamente por São Pedro, mas nem isso bastou para que os pagãos parassem de forçá-la a negar a Cristo. Como ela permaneceu fiel, foi decapitada e tornou-se mártir.
Águeda, por amor a Cristo, entregou-se como esposa virginal. E nós, o que vamos fazer para viver o ensinamento da pureza cristã? Em primeiro lugar, devemos compreender que a pureza não é apenas um conceito abstrato, mas, sim, uma aliança de amor. Essa é a verdadeira castidade cristã, e todos nós somos chamados a vivê-la. Ninguém nasceu para ser solteiro ou — ainda pior — viver o sexo livre e a cultura do descartável, em que as pessoas terminam rejeitadas como lixo. Fala-se do sexo hoje em dia como se ele fosse o amor, e há pessoas que até usam a medonha expressão “fazer amor”. Muitos não entendem que o contrário do amor não é necessariamente o ódio, mas o usar as pessoas e jogá-las fora, como se fossem objetos descartáveis, sem dignidade.
E como uma pessoa usa a outra sexualmente, “jogando-a fora”? Tudo começa quando ela acha que tem o direito de olhar para alguém como um produto à venda, do mesmo jeito que escolhe mercadorias na vitrine ou no supermercado. Não é esse tipo de situação que vemos em mídias sociais como Instagram e Facebook, onde há corpos mostrados de maneira imoral? Desse modo, a pessoa cria relacionamentos — se é que se podem chamar assim — nos quais já não existe o namoro como preparação para um santo matrimônio, mas apenas um prazer momentâneo e doentio.
Portanto, nunca devemos pensar em ninguém como um objeto a ser descartado, mas como alguém com quem Deus quer fazer uma aliança de amor, seja pela virgindade, seja pelo matrimônio. Sim, porque foi para isso que fomos criados: para servir e verdadeiramente amar o Senhor, vivendo a nossa vocação sem egoísmo, ainda que nos custe o derramamento do próprio sangue, como ocorreu com Santa Águeda.
Entretanto, nem sempre o martírio é o do derramamento do nosso sangue biológico, mas o da rejeição social e da chacota, quando aqueles que se dizem nossos amigos se afastam de nós. De fato, é preciso pagar um preço, mas não desanimemos! Ainda que certas pessoas não entendam verdadeiramente o que é o amor, é nosso dever fazer o possível para que elas compreendam o que significa a pureza cristã, assim como a pura e corajosa Santa Águeda fez com aqueles que a torturaram.




























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