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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 9, 14-15)

Naquele tempo, os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?”

Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. 

Estamos na primeira sexta-feira da Quaresma, e a Liturgia nos recorda o jejum: o jejum das sextas-feiras. É claro, não se trata de um jejum obrigatório. O jejum, como sabemos, só é obrigatório na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira, os únicos dois dias do ano que o Código de Direito Canônico contempla com essa obrigatoriedade. No entanto, em todas as sextas-feiras do ano nós devemos viver a virtude da penitência. Isso ainda é lei na Igreja, a saber: que todas as sextas-feiras nos unamos à Paixão de Cristo para, no domingo, nos unirmos à sua Ressurreição. É o ritmo semanal da Igreja; portanto, em todas as semanas do ano, a Igreja vive uma “pequena Quaresma” na sexta, para viver uma páscoa dominical. Eis o ritmo da vida cristã. Por isso somos chamados a fazer abstinência de carne às sextas-feiras. (É verdade que a Santa Sé concedeu uma licença ao Brasil a pedido da CNBB permitindo a substituição da abstinência de carne por outra penitência, obra de caridade ou oração.) Mas, se isso é verdade para as outras sextas-feiras do ano, quanto mais não será para as da Quaresma! O próprio Código de Direito Canônico recorda que as sextas-feiras são dias especiais de penitência, principalmente na Quaresma. Sejamos pois generosos. Jejum não quer dizer apenas “jejum absoluto”, mas significa vários tipos de jejum: abster-se alimentos saborosos e delicados, limitar-se a comidas saudáveis, levantar-se da mesa com mais fome que de costume, deixar coisas de que se gosta para unir-se à Paixão de Cristo… E qual é a finalidade disto? Unir-se a Jesus, a fim de consolá-lo em sua Paixão, isto é, estar junto com Ele na morte para estar com Ele na Ressurreição. “Junto” quer dizer “em comunhão”, “configurar o próprio coração ao de Cristo”. Como se faz isso concretamente? Antes de tudo, precisamos nos dar conta de que o nosso coração não é o de Jesus: é um coração egoísta, ingrato, que esperneia, que não quer sofrer e, exatamente por isso, não quer amar, perdoar, rezar… É um coração que precisa ser reformado. Ora, quando abraçamos pequenas cruzes, pequenas penitências — as contrariedades da vida, pequenos jejuns e penitências etc. — e o fazemos por amor a Cristo, a presença dele dentro de nós nos dá força para amar. Na Quaresma, procuremos fazer isso: estar em estado de graça, confessar-nos e ir unindo o nosso coração ao do Senhor. Ele quis sofrer por nós; queiramos também nós sofrer por Ele! Peçamos-lhe a graça, a transformação do nosso coração. É assim que começaremos a notar que, abraçando pequenas cruzes, outras virtudes também crescem. Sim, as virtudes crescem todas juntas. Quem se mortifica de verdade recebe de Deus a ajuda para ser mais paciente, mais casto, mas obediente. De fé em fé, de virtude em virtude, cresceremos até o nosso coração poder dar o fruto maduro da caridade, o amor divino derramado em nós.

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