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334. Cremos em Cristo crucificado

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 9, 18-22)

Aconteceu que Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: "Quem diz o povo que eu sou?" Eles responderam: "Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou".

Mas Jesus perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Pedro respondeu: "O Cristo de Deus". Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém.

E acrescentou: "O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia".

Celebrando hoje a memória de São Pio de Pietrelcina, a Igreja proclama em sua Liturgia o evangelho da profissão de fé de São Pedro. Adiantando-se aos apóstolos à cuja frente fora colocado, Simão confessa com firmeza o que pensa a respeito do Senhor: vós sois, diz-Lhe, o "Cristo de Deus". Apesar de sincera, esta fé — fruto não da carne nem do sangue, mas dom do Deus altíssimo — ainda precisava amadurecer. Com efeito, Pedro reconhece em Jesus o Messias anunciado, mas rechaça a forma com que Ele irá restituir Israel à sua antiga glória: "O Filho do Homem deve sofrer muito" e, desprezado por todos, "ser morto e ressuscitar ao terceiro dia". Ao revelar-nos seu projeto de salvação, desafio não só para as expectativas dos judeus de sua época, mas também para as dos homens de todos os tempos e lugares, Jesus exige que a fé que nEle depositamos esteja em constante crescimento pela rejeição de nossas pré-concepções sobre o que achamos que Ele "deve" ou não fazer, pela submissão humilde de nossa inteligência e vontade às suas decisões, pela conformidade de nossa vida à sua etc. Temos, sim, de crer em Cristo, mas em Cristo crucificado, não num Cristo — produto de fantasias e indolências humanas — avesso a dor, ao sofrimento, ao desprezo do mundo.

Será justamente à hora de enfrentar o martírio que Pedro dará mostras de ter uma fé na plenitude de sua madureza, uma fé trabalhada e burilada em pregações e rejeições, em sacrifícios e encarceramentos. É pois pregado a uma cruz, morrendo de maneira semelhante a seu Mestre, que se cumprirá em Simão a oração que por ele fizera o Senhor: "Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça" (Lc 22, 32). Não desfaleceu; antes, cresceu como a maior das hortaliças, a cobrir com sua sombra toda a Igreja de Cristo. Peçamos hoje a Nosso Senhor que imprima suas chagas redentoras em nossos corações, de maneira que possamos ver nas cruzes que dia após dias temos de suportar o remédio salutar para o nosso egoísmo, o alimento de nossa fé, o combustível do nosso amor, os degraus de nossa subida até o Céu. Que São Pio de Pietrelcina, sob cujo patrocínio nos dedicamos a este apostolado, nos ajude, com seu exemplo e intercessão, a configurar-nos intimamente ao Deus que do sofrimento faz nascer alegria, que pela morte trouxe a verdadeira vida aos homens.

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