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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 12, 39-48)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.

Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis.

Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

Uma vez que o Filho do Homem, tanto em seu retorno glorioso como em seu encontro com cada fiel após a morte, virá de improviso e quando menos esperarmos, é evidente com que vigilância e solicitude devemos estar preparados para a sua vinda, a fim de que Ele não nos surpreenda desatentos ou adormecidos. Os evangelhos sinóticos, cada um ao seu modo, falam-nos dessa realidade em ao menos quatro parábolas: a do ladrão e o dono da casa; a do administrador fiel; a das virgens néscias; e, por fim, a dos talentos (cf. Mt 24, 42-25, 30; Mc 13, 33-37; Lc 12, 35-48; 21, 34-36). No Evangelho de hoje, o Senhor nos conta pela pena de S. Lucas as duas primeiras, nas quais se destacam dois aspectos centrais: de um lado, a certeza de que Cristo virá, a incerteza de quando virá e, por isso, a necessidade de manter-se alerta, como um vigia prudente que está sempre atento ao menor sinal de assalto; de outro, o fato de os bens da casa (isto é, da Igreja), enquanto não chega o dia do Senhor, estarem confiados a um grupo de administradores, os Apóstolos e seus sucessores, chamados a guardar fielmente a sã doutrina, pregar sem medo a Palavra de Deus e administrar com zelo os santos sacramentos. Desse modo, entre a primeira vinda de Cristo, pela qual fomos salvos, e a segunda e definitiva, na qual terá fim a nossa história, há uma fase intermediária — chamada tempo da economia sacramental —, em que todos os fiéis devem estar vigilantes, à espera do seu Senhor, e os pastores, constituídos chefes da família cristã, têm o dever particular de custodiar o depósito da fé e alimentar espiritualmente os seus súditos com a doutrina revelada e a graça dos sacramentos, para que, assim, o Senhor encontre a todos fiéis à vocação do Batismo e perseverantes na mesma fé, católica e apostólica. Mantenhamo-nos, pois, constantes na prática da nossa santa religião, observando-lhe os mandamentos e confessando, de voz e coração, a única fé que Cristo nos revelou. Encomendemos também todos os pastores e prelados da Igreja, para que Deus lhes conceda a graça de procurarem, não os seus próprios interesses, mas os de Cristo; de se entregarem, não aos prazeres da vida, mas ao serviço dos irmãos; e de evitarem, com uma vida limpa e irrepreensível, a pena reservada aos prevaricadores e aos fariseus hipócritas.

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