É hora de alcançar a Cristo!
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 11, 28-30)

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Jesus nos convida hoje a vir até Ele, num movimento quase contrário ao do Advento porque, afinal das contas, é Deus quem vem até nós neste tempo de preparação para a vinda de Cristo, razão por que a Igreja, sua Esposa, clama no Espírito Santo: “Vem, Senhor”, Maranatha! E no entanto o Evangelho de hoje diz o contrário: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (v. 28). Sim, existe um duplo movimento espiritual: é Deus quem vem, mas é necessário que nós cooperemos com a graça e, portanto, corramos até Deus. S. Paulo no-lo explica na Epístola aos Filipenses comparando-o com uma corrida. O Apóstolo diz que, assim como ele mesmo foi alcançado por Cristo, como um corredor no estádio, por isso é necessário agora — continua — deixar tudo para trás e lançar-se para frente, a fim de alcançar a Cristo. Nessa imagem do corredor que se lança, S. Paulo emprega o termo grego ἐπέκτασις (cf. Fp 3, 13), que significa um impulso interior, como o do atleta que se joga realmente, num último esforço para conquistar o troféu. Ora, Jesus nos chama hoje a ir até Ele, cansados como estamos da nossa servidão neste mundo, do nosso apego às coisas. É necessário, pois, deixar tudo para trás, os fardos que o próprio pecado impôs sobre nossos ombros. Ficamos procurando a felicidade onde ela, na verdade, não se encontra, e isso nos causa tristeza, decepção, frustração. Mas somos nós mesmos que tecemos a corda em que nos amarramos. Por isso diz Jesus: “Vinde a mim, vinde a mim”, quer dizer, desapegai-vos, jogai-vos, deixai tudo para trás e lançai-vos em direção a Cristo! 

Daí que Ele nos convide a tomar outro fardo, não o do apego às coisas materiais, mundanas; mas o da caridade, do amor. Esse é o seu fardo, que é suave; esse é o seu jugo, que é leve. No fundo, trata-se de um “transplante de coração”: precisamos nos livrar do nosso coração, apegado e mesquinho, e tomar para nós o de Cristo. “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (v. 29)! Façamos, então, nesse Advento o propósito espiritual de nos aproximar mais do Coração de Jesus, para ter por Ele mais devoção, mais afeito; para, em cada passagem do Evangelho, investigar, conhecer e saber quem Ele é, como nos ama e quais são seus sentimentos. É mais uma vez S. Paulo, escrevendo aos filipenses, quem nos diz: “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus”, Ele que não se apegou ao ser igual a Deus, mas se esvaziou a si mesmo (cf. Fp 2, 5s), humilde, manso e obediente até a morte e morte de Cruz. Corramos para Cristo e, deixando o que está para trás, lancemo-nos a Ele, que de braços abertos nos diz: “Vinde a mim todos vós que estais cansados”. Vamos a Ele, porque ele mesmo veio até nós e já nos alcançou: a graça nos alcançou; agora é a vez de nos lançarmos para alcançar a graça.

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