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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 12, 54-59)

Naquele tempo, Jesus dizia às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? Por que não julgais por vós mesmos o que é justo?

Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

1. Circunstâncias. — Alguns fariseus e saduceus, ou talvez um grupo de enviados em nome deles, aproximam-se de Jesus para tentá-lo, pondo-lhe à prova o poder que Ele vem demonstrando, e para pedir-lhe um milagre do céu, coisa que já que tinham exigido noutras ocasiões (cf. Mt 12, 38). Jesus suspira profunda e tristemente, devido à dureza de coração dos judeus, e responde-lhes, segundo o texto de Mateus: “Quando vem a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado. E de manhã: Hoje haverá tormenta”, ou seja, ventos e chuva, porque o céu coberto de nuvens costuma avermelhar-se antes da tempestade. O Evangelho de hoje, seguindo a lição de Lucas, apresenta a mesma ideia, com algumas pequenas variantes (cf. Lc 12, 54): “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente”, isto é, da região do Mar Mediterrâneo, “logo dizeis que vem chuva. E assim acontece” (cf. 1Rs 18, 44); “quando sentis soprar o vento do sul (gr. ‘νότον’), logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece”. Não sabemos se Mateus e Lucas se referem ao mesmo episódio ou a dois acontecimentos distintos; em Mateus, além disso, Jesus fala aos fariseus, ao passo que, conforme a versão de Lucas, Ele se dirige às multidões.

2. Doutrina espiritual. — Seja como for, o Evangelho de hoje, centrado na ideia de sinais dos tempos, remete-nos à caducidade do mundo e à necessidade de estarmos prontos para dar contas a Deus dos nossos atos. Se sabemos “distinguir o aspecto do céu” e da terra com tanta precisão, como podemos ser tão cegos para o fato de que a figura deste mundo passa, e com ele todas as coisas a que somos tão apegados? Os judeus a que o Senhor hoje se dirige, duros de coração e aferrados às próprias tradições, não enxergavam que os tempos já se tinham concluído (cf. Gl 4, 4) e que o Messias já estava ali, bem na frente deles. Nós, porém, achamos que os tempos nunca passarão. Vivemos iludidos, na esperança de encontrar aqui uma felicidade que jamais chega. Construímos nossas vidas sobre a areia de convicções vazias, revestidas muitas vezes com um verniz de falsa “racionalidade científica”, porque não suportamos o fato de que tudo o que vemos e tocamos tornar-se-á pó mais cedo ou mais tarde. “Hipócritas!”, diz-nos hoje o Senhor, “raça perversa e adúltera” (Mt 16, 4). Se temos olhos para ver o quão insensato é pôr nossa esperança em coisas passageiras, por que não abrimos os olhos da fé para aquele grande “sinal de Jonas”, que há dois mil anos é prova irrefutável de que fomos feitos para a eternidade, para bens invisíveis e imperecedeiros?

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