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554. Haverá casamento no Céu?

Uma das principais funções do Matrimônio é lembrar-nos de que é a Deus que um dia nos vamos unir no Céu, pela caridade, assim como os esposos se unem nesta vida pelos laços indissolúveis do casamento.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
12, 18-27)

Naquele tempo, vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição e lhe propuseram este caso: "Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: Se morrer o irmão de alguém, e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão".

Ora, havia sete irmãos: o mais velho casou-se, e morreu sem deixar descendência. O segundo casou-se com a viúva, e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Porque os sete se casaram com ela!"

Jesus respondeu: "Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: 'Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó'? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados".

No Evangelho de hoje, Jesus enfrenta-se uma vez mais com os saduceus a respeito do matrimônio, enfocado agora à luz da ressurreição dos mortos, contexto em que esse grande sacramento da Nova Aliança adquire a plenitude de seu significado. O matrimônio, com efeito, é um sacramento transitório, ao contrário do Batismo e da Confirmação, que imprimem em nós um caráter indelével, que nos há de acompanhar à vida eterna. Tal é assim porque a sua própria função é transitória, e consiste, antes de tudo, em apontar para o verdadeiro Matrimônio que iremos celebrar no Céu, onde os bem-aventurados, como assimilados à condição de anjos, não se dão em casamento. Unidos a Deus de um modo inefável, os que foram salvos cumprem na glória celeste o que nesta vida repetiram com fervor em cada Missa: "Felizes os convidados para a ceia do Senhor", para as bodas eternas do Cordeiro. A própria presença celibatária do sacerdote que preside à celebração do matrimônio é uma maneira por que a Igreja tenta remeter o coração de seus filhos às verdadeiras núpcias que todos iremos contrair. Peçamos hoje a Deus Pai que nos envie o seu Espírito Santo para fazer-nos viver já nesta vida, seja como celibatários, seja como casados, aquela união com o seu Filho que consumaremos um dia no Céu. Recorramos por fim ao Imaculado Coração de Maria — o mais unido a Deus —, cuja maternal intercessão nos dará os mesmos pensamentos e afetos que os do Coração Sacratíssimo de seu Filho.

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