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1242. Jesus não é uma “obrigação” a mais

É bom ser um católico cumpridor dos próprios deveres, fiel às suas obrigações religiosas, profissionais, cívicas etc. No entanto, observar os Mandamentos não é o bastante se queremos ser perfeitos, santos como Deus é santo, semelhantes a Cristo o máximo que nos for possível.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 19, 16-22)

Naquele tempo, alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Jesus respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, e ama teu próximo como a ti mesmo”.

O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

O Evangelho de hoje repisa um dos pontos centrais da pregação de Cristo: a diferença entre o mínimo necessário para ser salvo e o único necessário que devemos ter em vista se, além de salvar-nos, quisermos ser perfeitos. A personagem que aparece hoje no Evangelho, por exemplo, é um símbolo perfeito do que poderíamos chamar “cristão médio”, cumpridor de suas obrigações religiosas e de seus deveres de estado, mas que ainda não tomou a peito, com santa violência, o chamado universal à santidade, que não é mais do que a perfeição no amor. Trata-se do jovem rico, que desde a infância observou, com zelo irreprochável, os Mandamentos que nos permitem “entrar na vida”, isto é, ir para o céu: “Tenho observado todas essas coisas”. No entanto, ainda lhe faltava, para tornar-se o que Jesus espera de todos os fiéis, o que falta a muitos de nós: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Não significa isto que os fiéis leigos tenham de abandonar o mundo, mas que devem viver nele como se já não vivessem, tendo como fim último de todas as suas ações, de todos os seus compromissos e afazeres, um amor sempre maior a Jesus Cristo. Aos que vivem no século como casados e trabalhadores normais não é possível, com efeito, vender literalmente tudo o que têm; mas lhes é possível, tanto quanto a um padre ou consagrado, ordenar a própria vida, em seus menores detalhes, à glória de Deus, amando-o com toda a intensidade nas ocupações mais “irrelevantes”: numa fila de banco, numa ida ao cartório, no cuidado de um parente enfermo, no preparo de uma refeição etc. etc. Em tudo isso, se tivermos a Cristo como fim, como a razão por que fazemos o que quer que façamos, teremos de certo modo vendido tudo o que temos, porque já não viveremos para nós, mas para aquele que, por tanto nos ter amado, bem merece ser o único cuidado do nosso coração: “Se queres ser perfeito…”.

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