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264. Jesus ressuscita a filha de Jairo

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
9, 18-26)

Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: "Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá".

Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos. Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia há doze anos veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. Ela pensava consigo: "Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada". Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: "Coragem, filha! A tua fé te salvou". E a mulher ficou curada a partir daquele instante.

Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada, e disse: "Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo". E começaram a caçoar dele. Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. Essa notícia espalhou-se por toda aquela região.

De modo sumário, os Evangelhos nos apresentam três ressurreições operadas por Nosso Senhor: a primeira, narrada na leitura de hoje, é a da filha de Jairo; a segunda, a do filho da viúva de Naim; a terceira é a de Lázaro, amigo de Jesus. Em um conhecido sermão, Santo Agostinho compara esses três milagres a três tipos de pecados. Com efeito, a morte da filha do chefe da sinagoga simboliza, segundo ele, os pecados internos e ocultos, perpetrados no escondido de nossa consciência; a morte do filho da viúva, por sua vez, representa os pecados públicos, feitos à luz do dia, diante das multidões; a morte de Lázaro, por fim, significa a total escravidão do pecado — de mãos e pés atados (cf. Jo 11, 44), quem chegou a tal grau de depravação pode aplicar a si aquelas palavras de Maria de Betânia: "Senhor, já cheira mal" (Jo 11, 39). O que há de comum nestes três casos, no entanto, é que somente Cristo pode trazer tais mortos de volta à vida: quer se trate de faltas internas e "inconfessáveis", quer de pecados públicos e já bem enraizados, somente Jesus é capaz de, com um simples toque ou palavra, tirar-nos da nossa morte espiritual.

A ressurreição da filha de Jairo, mais especificamente, nos chama a atenção para um fato importante. Os pecados ocultos, cometidos nas antecâmaras do nosso coração, costumam ser as faltas de que menos nos damos conta: cometêmo-las sem vergonha nem medo da reprovação pública; fechamo-nos, assim, no "quarto" de nossa interioridade e ali, onde deveria ser nosso lugar de encontro com Cristo, jazemos mortos, sepultados, "adormecidos". Nesse caso, é de grande utilidade e proveito examinarmos diariamente a nossa consciência: pondo-nos na presença de Deus, temos de fazer com sinceridade um balanço do nosso dia (cf. F. Faus, Para Estar com Deus, c. 15). Após pedirmos que o Espírito Santo nos ilumine, devemo-nos esforçar por descobrir quais foram as falhas hoje cometidas, em que pontos nos desviamos da Lei de Deus, de que maneira acabamos por ofendê-lO e desagradá-lO. Aproximemo-nos de Cristo com e confiança — a exemplo daquela hemorroíssa — e peçamos a Ele que nos perdoe as muitas infidelidades que todos os dias lhe manifestamos; recorramos por fim à Virgem Maria, para que ela nos ajude a educar nossa consciência e nos leve a recorrer com frequência e sincero arrependimento à Confissão sacramental.

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