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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 16, 1-8)

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’.

O administrador então começou a refletir: ‘O Senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo! “O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’.

E o Senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.

Celebramos hoje a memória de S. Elisabete da Trindade, carmelita descalça que passou toda a sua vida religiosa no Carmelo de Dijon, na França, durante o primeiro lustro do século XX. Assim como S. Teresinha do Menino Jesus, da qual foi mais ou menos contemporânea, S. Elisabete teve uma vida bastante breve, morrendo com apenas 26 anos, embora muito fecunda espiritualmente. Antes mesmo de entrar para o Carmelo, a santa de Dijon vivia desde a sua primeira comunhão, celebrada em abril de 1891, a experiência da inabitação trinitária, ou seja, da presença real das divinas pessoas da SS. Trindade na alma em estado de graça. S. Elisabete sentia-se e sabia-se “casa de Deus”: antes de encerrar-se na clausura, já a sua alma era um “Carmelo interior”, no qual, alheia às coisas cá de fora, ela podia entreter-se a sós com a presença amorosíssima do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Essa doce experiência que teve Elisabete, porém, não foi um privilégio único e irrepetível. Pelo contrário, dentro de toda alma em graça Deus habita como em seu palácio, conforme a promessa do Salvador: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (Jo 14, 23). Todos os que se encontram em amizade com Deus são, por isso mesmo, templos vivos do Espírito Santo (cf. 1Cor 6, 16.19; 2Tm, 1, 14), porque “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1Jo 4, 16). É verdade, sim, que Ele está presente em todas as coisas, inclusive nos pecadores; mas, nos que possuem a graça santificante, Deus se encontra não apenas como Criador e sustentador, mas também como Amigo, pois a graça nunca está sozinha: ela vem sempre acompanhada da caridade, pela qual se estabelece entre Deus e a alma uma relação de verdadeira amizade. Para vivermos intensamente essa presença, às vezes tão silenciosa, mas nem por isso menos real, peçamos ao Senhor que aumente em nós o dom da fé, pois somente por ela nos é possível ter acesso a esta presença viva e oculta, amorosa e discreta. Que S. Elisabete da Trindade nos ajude, por seus méritos e preces, a recordar frequentemente que somos templos vivos de Deus, e que para falar a tão doce Majestade basta fechar-se na câmara do próprio coração, porque é lá que habitam aqueles que, sendo um só Deus, estão acima da terra e de todos os céus.

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