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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 25, 1-13)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: “O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide a seu encontro!’ Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’.

As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.

A Igreja celebra hoje a memória de um de seus maiores doutores, S. Agostinho, com o qual dificilmente poderia ombrear outro santo além do Apóstolo Paulo, doutor das gentes, cujos escritos, luz para os cristãos de todos os tempos, foram canonizados pelo Magistério eclesiástico e inseridos no catálogo das Sagradas Escrituras. À exceção de Paulo, contudo, não há talvez nenhum doutor maior do que Agostinho. Nem mesmo S. Tomás de Aquino, considerado por unânime aclamação dos romanos pontífices Doutor Comum da Igreja, teve a influência e o peso que teve o bispo de Hipona, e isto não só na história da teologia especulativa e moral, mas inclusive na vida de incontáveis fiéis que, inspirados pelo seu testemunho de conversão, abriram-se à busca da verdade e à ação da graça divina. A vida de Agostinho mostra-nos, com efeito, que o homem, quando jaz no erro e na ignorância, encontra-se como que desfigurado, “in regione dissimilitudinis” (Conf. VII, 10.16), com um coração profundamente inquieto, que não pode ter descanso até repousar na verdade e no amor de Deus. O Senhor, porém, que vê ao longe e não perde de vista nenhum pecador, por mais empedernido que esteja, quer ser encontrado por nós. Por isso, não cessa de atrair-nos de mil modos, dando a cada um as graças atuais suficientes de que precisa para sair da sombra do pecado e entrar na luz de Cristo. Que, a exemplo de S. Agostinho, doutor da graça, possamos reconhecer com sincero arrependimento o quão longe temos estado do Senhor: “Inveni longe me esse a te” (Conf. VII, 10.16), mergulhados em tantas dissipações, pondo o nosso coração em bens e prazeres fugazes, cegos por causa de tantos erros e mentiras, e peçamos a Deus que nos tire das lonjuras do pecado e nos introduza suavemente na intimidade do seu coração de Pai e Amigo.

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