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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 1, 40-45)

Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado.

Então Jesus o mandou logo embora, falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso, Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

1. O perigo da incredulidade. — O Salmo 94 é um cântico parenético com o qual Davi exorta o povo de Israel a prestar culto a Deus (v. 1-5) e, ao mesmo tempo, busca afastá-lo da prevaricação (v. 6-11). O autor da Epístola aos Hebreus, por sua vez, utiliza-se dos últimos versículos desse Salmo e os aplica à presente condição do povo judaico, a fim de apartar os seus leitores, infundindo-lhes temor da vingança divina, do perigo da infidelidade:

V. 7. “Hoje”, isto é, agora, neste tempo entre a primeira e a segunda vinda de Cristo, “se ouvirdes a sua voz”, ou seja, a do Senhor, proclamada pelos pregoeiros do Evangelho, “não endureçais os vossos corações”, resistindo à graça e impedindo-a de gravá-los com a sua marca. — V. 8. “Como aconteceu na provocação” (gr. ἐν τῷ παρα­πικρασμῷ), na terra de Maribá (gr. Παρα­πικρασμός), onde os israelitas, devido à falta de água, indignaram-se contra Moisés (cf. Ex 17, 7), “no dia da tentação, no deserto” (segundo o texto hebr., “no dia de Massah”). Ou seja: como aconteceu naquele lugar, também chamado Massá (Πειρασμός = Tentação), recordado por Moisés nas Escrituras por causa da murmuração dos judeus, que ousaram tentar a Deus e pôr em dúvida o seu poder e providência: lá, “vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, embora vissem as minhas obras, durante quarenta anos” (v. 9). Para alguns intérpretes, a menção dos “quarenta anos” pelo autor sagrado tem como finalidade insinuar a contínua resistência dos judeus ao Evangelho, desde a pregação de Cristo até o tempo em que a Epístola foi escrita ou, talvez, até a destruição de Jerusalém. Seja como for, o sentido literal é claro: uma vez que os judeus, durante os quarenta anos em que peregrinaram pelo deserto, ousaram tentar a Deus uma e outra vez, o Senhor irritou-se “com essa geração” pelo mesmo espaço de tempo, a ponto de afirmar: “sempre se enganam no coração e desconhecem os meus caminhos. Assim jurei na minha ira: não entrarão no meu repouso” (v. 10-11; cf. Num 14, 28-30).

2. Exortação à perseverança. — V. 12-14. Por isso, é preciso ter cuidado para não se afastar da graça de Deus pela incredulidade, como sucedeu outrora ao antigo Israel. Para isso, convém que todos os batizados se animem mutuamente “enquanto ainda se disser ‘hoje’”, isto é, enquanto ainda transcorre aquele dia do qual começara a falar o salmista e que, para os cristãos, não é mais do que o tempo da vida presente (estado de via). A razão desse mútuo auxílio que os fiéis se devem uns aos outros é, de um lado, a sua comum incorporação ao Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, e, de outro, a participação nos frutos da Redenção: “Pois tornamo-nos companheiros (gr. μέτοχοι) de Cristo”, sob a condição de que “mantenhamos firme até o fim a nossa confiança inicial” (gr. τὴν ἀρχὴν τῆς ὑποστάσεως), isto é, a fé sobrenatural, que é o princípio da nossa união com Cristo e, portanto, da vida cristã como um todo (cf. Hb 11, 1). Mantendo viva em nós a fé e a esperança que nela se fundamenta, ouçamos a voz do Cristo que, do alto do céu, nos chama a todos, como Igreja peregrina, a atravessar pacientemente o deserto deste mundo, a fim de alcançarmos o prêmio que Ele tem reservado aos que, lutando dia após dia — enquanto ainda se disser “hoje” —, perseverarem até o fim. Que o pecado não endureça os nossos corações!

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