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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 22, 1-14)

Naquele tempo, Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, dizendo: “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou os seus empregados chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir.

O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram.

O rei ficou indignado e mandou suas tropas, para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’.

Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu.

Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos”.

Celebramos hoje a memória de S. Bernardo de Claraval, cujo estilo apaixonado de escrever e pregar valeu-lhe, já em plena Idade Média, a piedosa alcunha de “Padre da Igreja”, à semelhança daqueles escritores e pregadores dos primeiros séculos do cristianismo que, por sua antiguidade, santidade de vida e ortodoxia, são conhecidos com esse mesmo título honorífico. À vida deste grande santo podemos aplicar o Evangelho, comentado há alguns dias, do jovem rico, um belíssimo compêndio daquilo em que consiste a santidade cristã: ir além do simples preceito — daquele “mínimo” que uma vida limpa e reta nos exige — e entregar-se generosamente às obras de amor e supererrogação, ao seguimento dos conselhos evangélicos, se nem sempre à letra, ao menos em espírito. Pois uma coisa, como deixa claro o Evangelho, é ser salvo, o que se alcança pela observância da lei divina: “Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”; outra, muito diferente, é ser perfeito, o que só é possível a quem faz mais do que deve: “Vai, vende tudo o que tens”. Assim foi S. Bernardo, que renunciou às riquezas da família para, como monge beneditino, seguir a Cristo na mais completa pobreza: “Dá o dinheiro aos pobres”. E tal foi o ardor com que a graça o movia, que ele logrou convencer inúmeros amigos, conhecidos e inclusive seus parentes, até então contrários ao seu ingresso na Ordem de Cister, a se consagrarem de todo ao serviço de Deus: “Terás um tesouro no céu”. Que S. Bernardo de Claraval nos alcance, por sua intercessão, a graça de compreendermos que a santidade está em ir além do mínimo, em estar à disposição, em querer fazer tudo e mais um pouco por amor. Tenhamos pois a certeza de que, se procurarmos ser fiéis, não nos há de faltar o alento necessário para, ao contrário daquele jovem rico, darmos passos firmes, decididos e constantes no caminho da perfeição cristã.

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