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1178. Memória de São Bonifácio de Mogúncia

Não pode haver verdadeiro ecumenismo “senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo”. Por isso, rezar pela unidade dos cristãos é orar para que todos estejam unidos, pela profissão da mesma fé e o exercício da mesma caridade, à Igreja una, santa, católica e apostólica.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 17, 11b-19)

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e rezou, dizendo: “Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura. Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo. Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles, a fim de que eles também sejam consagrados na verdade”.

V. 11. “Para que eles sejam um assim como nós somos um”, isto é, para que os que professarem o meu nome estejam unidos, não porque a minha Igreja possa ser menos una do que já é, como tampouco pode ser menos una a unidade da Trindade; mas porque pode e deve aumentar a unidade de fé e caridade dos cristãos entre si e com a Igreja por mim fundada. Com respeito a isso, é preciso lembrar que a Igreja Católica é una num duplo aspecto: a) é una com unicidade numérica (ou seja, não existe mais do que uma só Igreja de Cristo, e não várias), b) e é una com unidade interna (ou seja, a Igreja, ainda que dela se apartem alguns membros, permanece sempre firme e incomovível como tal, sem que nada perca de sua unidade e estabilidade). Por isso, quando rezamos pela unidade dos cristãos, não supomos de forma alguma que à Igreja falte alguma coisa para que seja completa a sua unidade, senão que pedimos que sejam maiores e estreitos os laços (de fé mais viva, de esperança mais firme, de caridade mais ardente) que nos unem à Santa Igreja de Cristo.

V. 12. O Senhor confirma o que dissera no v. precedente. Enquanto estive com eles, guardei-os “em teu nome”, isto é, na confissão do teu nome, “e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição”, Judas Iscariotes, condenado à morte eterna, “para se cumprir a Escritura” (cf. Sl 40, 10; 108, 8), a qual já prenunciava a sua deserção. — V. 13. Mas agora, que é tempo de Cristo sair deste mundo, em alta voz diante dos Apóstolos o Senhor reza ao Pai “para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada”, isto é, para que se tornem partícipes da alegria que o Filho mesmo experimenta ao ser amado e estar unido a Deus (cf. Jo 15, 11).  — V. 14. Em seguida, Jesus expressa outra razão pela qual deseja que a sua oração pelos discípulos seja ouvida: o mundo os odeia justamente por não serem do mundo, isto é, por causa do Pai, que os deu ao Filho; é justo e conveniente, portanto, que os que por causa de Deus são perseguidos pelo mundo sejam ajudados por Deus contra os poderes do mundo. “Eu lhes dei a tua palavra”, quer dizer: a minha doutrina, que também é tua, eu a preguei aos que me deste e os encarreguei de a pregarem também a outros.

V. 15. Dirigindo-se ao Pai, Jesus responde ao mesmo tempo às dificuldades e objeções que os discípulos traziam no coração. Nos v. anteriores parecia pedir ao Pai que tirasse os Apóstolos do mundo, mas não o pede, porque tinham o dever de pregar o Evangelho a todos os povos; o que Jesus pede, pois, não é “que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (ἐκ τοῦ πονηροῦ), o que se pode entender de dois modos: tanto do mal em geral (τὸ πονηρόν) quanto do demônio (ὁ πονηρός: cf. 1Jo 2, 13s.; 3, 12.18-19; 5, 18s.), do seu poder, império e sociedade. — V. 16-17. “Eles não são do mundo […], consagra-os na verdade”, isto é, separa-os para o ministério do Evangelho, para o múnus de pregar a verdade, pois “a tua palavra” (o Evangelho), que eu lhes transmiti e os mandei pregar aos demais, é não só verdadeira, como a própria “verdade” (ἀλήθειά ἐστιν).

V. 18-19. Por fim, manifesta a causa por que roga ao Pai que santifique os discípulos: — a) Porque assim o exige o múnus que receberam. “Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo”, isto é, assim como vim, não por mim mesmo e por minha própria vontade, mas enviado por ti (cf. Jo 7, 29; 8, 42); assim como anunciei, não a minha doutrina, mas a tua (cf. Jo 7, 16; 14, 24); assim como realizei, não as minhas obras, mas as tuas (cf. Jo 5, 30; 6, 38), assim também por mim são enviados ao mundo os Apóstolos, para que cumpram a missão de pregar o Evangelho. — b) Porque assim o exige o sacrifício de Cristo: “Eu me consagro por eles”, oferecendo-me como vítima (cf. Hb 10, 6s.), “a fim de que eles também sejam consagrados”, pelo sacrifício que por eles ofereço, “na verdade” que lhes transmiti e que agora devem anunciar.

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