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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 10, 17-24)

Naquele tempo, os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”.

Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.

Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.

Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.

A Igreja celebra hoje a memória de S. Bruno de Colônia, fundador da Ordem dos Cartuxos. Já em sua época, Bruno tornou-se muito conhecido por sua elevada estatura intelectual e sua ampla erudição. Tudo indicava que o seu futuro seria fazer “carreira” na Igreja, galgando postos cada vez mais importantes na hierarquia eclesiástica. Mas aos corações santos o silêncio do deserto fala mais alto do que os aplausos do mundo, e foi por isso que, retirando-se a um lugar distante dos homens, S. Bruno quis fundar a Ordem cartuxa, caracterizada não só pelo seu rigorismo ascético nunca reformado, mas também por seu estilo de vida semi-eremítico, no qual os monges vivem em “quase” isolamento, recolhidos em suas celas, mas incorporados a uma comunidade sob a direção espiritual de um prior. A espiritualidade cartusiana se cifra ainda, já desde os seus primórdios, em uma intensa devoção à Virgem SS., na qual se encontra o melhor exemplo do que significa dedicar-se à vida contemplativa, a esse “guardar no coração” as palavras do Senhor. Com efeito, por ter gerado fisicamente em seu ventre puríssimo e virginal o próprio Verbo encarnado, Maria tem o papel de gerar espiritualmente em cada fiel o mesmo Cristo. E é por isso que, quanto mais crescemos em devoção a esta Boa Mãe, imitando suas virtudes e meditando sua vida, mais nos assemelhamos ao Filho e abrimos espaço em nossos corações para que Ele ali cresça e alcance a perfeição de sua idade madura. É verdade que nem todos podem, como um monge cartuxo, entregar-se exclusivamente à contemplação, mas não é menos certo que, sem um pouco de vida contemplativa e de oração, é difícil, senão impossível, ser verdadeiro cristão. Roguemos pois à Virgem SS., Mãe singular dos cartuxos, e a S. Bruno de Colônia que nos alcancem a graça de, mesmo no meio dos zumbidos do mundo, reservarmos um tempo para estar a sós aos pés de Cristo, a cuja semelhança Deus quer ardentemente nos transformar.

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