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369. Memória de São Martinho de Lima

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 15, 1-10)

Naquele tempo, os publicanos e pecadores aproximaram-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. "Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles".

Então Jesus contou-lhes esta parábola: "Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: 'Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!' Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.

E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: 'Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!' Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte".

São Martinho de Lima, ou de Porres, cuja memória celebramos hoje, nasceu em 9 de dezembro de 1579, em Lima, Peru. Filho de João de Porres, nobre espanhol descendente de cruzados, e de Ana Velásquez, negra liberta, aprendeu desde cedo a humildade e a piedade que agradam a Deus e são próprias dos santos. Aos 15 anos de idade, depois de um tempo como aprendiz de um médico cirurgião, o jovem mestiço decidiu entrar num convento dominicano, o de Nossa Senhora do Rosário, mas entrou na qualidade de doado, ou seja, como se fosse um escravo — serviço este prestado de corpo e alma pelo humilde Martinho que, ao servir seus irmãos nos trabalhos mais humilhantes, amou de todo o coração a Deus. Ao seu pai de espírito altivo, porém, não agradou o serviço tão modesto e submisso do filho, o que o fez intervir na situação para que Martinho fosse admitido como irmão leigo; deixada pelos superiores da ordem a decisão ao próprio jovem Martinho, não hesitou em continuar a imitar o Senhor que se fez servo por amor a nós.

Depois disso, entretanto, enquanto um simples encarregado da enfermaria do convento e recebendo dos enfermos todo tipo humilhações, as virtudes do cachorro mulato, como foi xingado certa vez na enfermaria, manifestaram-se de forma tão patente que sua fama ultrapassou os limites do convento, fazendo com que seus superiores se vissem na obrigação de o aceitar como irmão leigo pela profissão dos votos. Sempre disposto ao trabalho e muito mais à oração, além de cuidar da enfermaria e de tantas outras atividades no convento, dedicava-se à oração de seis a oito horas por dia; ademais, as obras de caridade a que se dedicava contavam sempre com a ajuda prodigiosa de Deus, que o fazia atravessar paredes e aparecer repentinamente em diversos lugares. E da luta contra o inimigo de Deus e nosso não ficou isento, sendo perseguido sem descanso por todo tipo de batalhas, até a hora de sua morte, aos 60 anos de idade.

Neste seu dia, portanto, peçamos sua intercessão por nós, latinos, para que desta raça mestiça Deus faça sair verdadeiros santos, à semelhança do grande São Martinho de Lima, para a maior glória de Deus e salvação das almas.

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