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Memória de São Paulo Miki e Companheiros Mártires

Que o exemplo dos mártires japoneses inspire os acólitos e coroinhas que, com os sacerdotes, sobem ao santo sacrifício do altar, a estarem dispostos a subir a própria cruz, quando Deus assim quiser.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 6, 30-34)

Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles.

Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

Celebramos hoje o martírio de santos japoneses, S. Paulo Miki e seus vinte e cinco companheiros mártires. Qual é a história deles? O Japão foi evangelizado por S. Francisco Xavier. Num espaço de menos de um século, quase meio milhão de japoneses já se tinha convertido ao catolicismo. Tudo estava bem, e o imperador achava a situação normal, até que, finalmente — em uma daquelas insídias do inimigo —, o convenceram de que a evangelização era uma estratégia dos espanhóis para invadir o Japão e tomar-lhe a independência. Por isso, o imperador mandou massacrar os cristãos, tornou o cristianismo ilegal e perseguiu de forma sangrante os fiéis. Hoje, celebramos 26 mártires, conduzidos por cerca de oitocentos quilômetros, de Osaka até Nagasaki, numa espécie de “procissão macabra”, vexados ao longo do caminho com provações e torturas. Entre eles, havia jesuítas, franciscanos e leigos. Olhemos para os três mais jovens: Tomás, Luís e Antônio, todos acólitos. (Que este exemplo inspire os nossos jovens acólitos e coroinhas que, com os sacerdotes, sobem ao santo sacrifício do altar, a estarem dispostos a subir a própria cruz, quando a Deus assim aprouver!) Estes três adolescentes, entre doze e quinze anos, oferecem suas vidas por amor a Jesus. Vemos com clareza que, tal era o heroísmo que os animava, que chegou a comover os próprios carrascos, comovidos de ver a fé, o destemor e a bravura daqueles meninos. Um dos carrascos ofereceu ao pequenino Antônio: “Se vieres comigo como escravo, eu te liberto e salvo da morte”. Antônio consultou então o frei Pedro, que lhe disse: “Podes aceitar a oferta, contanto que te permitam ser cristão”. Antônio voltou-se para o carrasco, dizendo: “Estou disposto, mas devo continuar sendo cristão. Sem isso, nada feito!” Como o carrasco dissesse que não seria possível, o menino abraçou alegremente a cruz. Sim, alegremente, porque os três acólitos, que tinham aprendido a cantar cânticos e salmos, já pregados à cruz começaram a entoar hinos, começaram a cantar com alegria, edificando a todos os que assistiam àquele espetáculo de fé! Quando eles finalmente foram mortos a lançadas, e as vozes então se calaram, Deus confirmou aquele martírio com milagres imediatos: os corpos foram deixados na cruz, mas permaneceram incorruptos por vários dias, até que do corpo do frei Pedro começou a brotar sangue em abundância, espetáculo diante do qual se reuniram muitas pessoas. Em outro lugar, distante dali, Deus confirmou ainda outra vez a santidade de frei Pedro e seu pequeno acólito Antônio, vistos no altar a celebrar Missa. Uma visão que deixou entrever o que acontece nos céus: os que são sacerdotes e acólitos na Terra estarão um dia juntos no céu oferecendo o sacrifício eterno de louvor, se tiverem oferecido neste mundo o sacrifício de suas vidas!

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