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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 19, 23-30)

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus. E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus”. Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados, e perguntaram: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível”.

Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber?” Jesus respondeu: “Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros, serão os últimos. E muitos que agora são os últimos, serão os primeiros.

A Igreja celebra hoje a memória de S. Pio X, Papa, que no início do século XX combateu vigorosamente o conjunto de heresias que ficaram conhecidas com o nome comum de modernismo, uma leitura “naturalizante” e, no fundo, agnóstica da história sagrada e dos dogmas católicos, despidos de sua origem e índole sobrenaturais e reduzidos à condição “de uma certa interpretação de fatos religiosos que a mente humana elaborou para si com laborioso esforço” (Decreto “Lamentabili”, de 3 jul. 1907, n. 22). O modernismo, em outras palavras, dilui o sagrado no profano, a graça na natureza, a fé na simples razão, apregoando um cristianismo de caráter não dogmático, ou seja, “um protestantismo amplo e liberal” (id., n. 65).

Percebem-se ainda hoje algumas ressonâncias da doutrina dos modernistas em certas hagiografias cujos autores se esforçam por apresentar o santo como um homem “normal” e “ordinário”. Rejeitando com ceticismo injustificado a existência de qualquer elemento sobrenatural e extraordinário, tais escritores querem mostrar-nos uma santidade que nada tem a ver com a perfeição cristã que a Igreja sempre reconheceu nos santos por ela canonizados, homens e mulheres que, sem perder a condição humana, foram elevados pela graça a uma condição divina, tornando-se nas mãos de Deus não só instrumentos dos milagres de que tanto ouvimos falar, mas também de atos da mais heróica caridade. O modernismo, por destruir a ordem sobrenatural, torna impossível a fé na verdadeira santidade.

É por isso que nos devemos precaver contra todas essas obras que, com espírito excessivamente crítico e sob o nome de uma ciência histórica que pouco tem de objetiva, desprezam a priori como espúrio e lendário tudo o que de admirável e incomum há na vida dos santos. Mantenhamo-nos firmes na fé, não cedamos à pseudo-crítica dos que querem impor limites à ação de Deus, que de pedras pode gerar filhos a Abraão (cf. Mt 3, 9) e de simples homens pode formar verdadeiros portentos de amor e perfeição, como atesta a vida do próprio Papa S. Pio X, a cujas preces no céu hoje nos encomendamos.

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