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627. Memória de São Raimundo Nonato

Neste dia 31 de agosto, a Igreja celebra a memória de São Raimundo Nonato, sacerdote mercedário que morreu heroicamente, com apenas 36 anos, dedicando-se à libertação de cristãos escravizados por muçulmanos.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
24, 42-51)

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: "Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor! Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá.

Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? Feliz o empregado, cujo senhor encontrar agindo assim, quando voltar. Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. Mas, se o empregado mau pensar: 'Meu Senhor está demorando', e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes".

Neste dia 31 de agosto, a Igreja celebra a memória de São Raimundo Nonato, sacerdote mercedário que morreu heroicamente, com apenas 36 anos, dedicando-se à libertação de cristãos escravizados por muçulmanos. Nascido no século XIII, na região espanhola da Catalunha, "Ramón" é chamado de "Nonato" pelo modo como veio a este mundo: como sua mãe morreu antes mesmo de o dar à luz, ele foi extraído do ventre materno em uma operação cesariana — por isso, em latim, non nato, isto é, "não nascido". Muitíssimo devoto da Virgem Maria desde muito cedo, Raimundo decidiu-se a entrar em uma congregação mariana com uma missão especial: a "Ordem Real, Celestial e Militar de Nossa Senhora das Mercês para a Redenção dos Cativos" — ou, simplesmente, Ordem dos Mercedários —, fundada por São Pedro Nolasco em 1218 justamente para o resgate dos cristãos em terras sob domínio islâmico. Religioso e sacerdote, Raimundo libertou 200 em Valência e mais de 300 na Argélia, sempre pagando pela alforria de seus irmãos em Cristo.

Quando, porém, não mais lhe restava dinheiro, ele mesmo se ofereceu como refém para a libertação de um amigo cristão. Nem estando ele cativo, porém, deixava de trabalhar: na prisão, pregando aos muçulmanos, muitos deles se faziam cristãos, motivo pelo qual alguns carcereiros o torturaram e, colocando-lhe um cadeado na boca, perfuraram os seus lábios para que não mais falasse. Resgatado por irmãos de sua própria Ordem, São Raimundo Nonato foi feito eleito cardeal pelo Papa Gregório IX, mas não chegou a receber o chapéu cardinalício, pois, a caminho de Roma, entregou a sua alma a Deus, selando assim sua vida de entrega heroica e caridade ardente pelos irmãos. — Peçamos a Deus, pois, pelos rogos deste santo catalão, que nos faça enxergar em todos os cativos o próprio Cristo sofredor, para que, no fim de nossos dias, mereçamos ouvir dEle a bem-aventurança de que nos fala o Evangelho: "Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque [...] estava na prisão e viestes a mim" (Mt 25, 34-36).

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