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Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu

O sangue dos mártires de Cunhaú nos recorda o zelo ardentíssimo que devemos ter pela Sagrada Eucaristia, na qual adoramos verdadeiramente a Cristo, vivo e glorioso, e pela qual precisamos estar dispostos a derramar o nosso sangue.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 10, 17-24)

Naquele tempo, os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”. Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.

Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.

Em outubro de 2017, o Papa Francisco elevou à honra dos altares trinta mártires brasileiros, mortos em 1645 perto de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, por holandeses calvinistas que ocupavam à época parte do Nordeste do nosso país. Terrivelmente massacrados por se recusarem a negar a fé católica, estima-se que os mortos pelos invasores sejam por volta de setenta; destes, ao menos dois eram sacerdotes: André de Soveral, nascido em São Vicente, e Ambrósio Francisco Ferro, português de origem. Os relatos da época nos narram as horríveis e espantosas torturas a que foram submetidos estes heróis da fé, cuja fortaleza e perseverança não se podem explicar senão pela certeza, obra sobrenatural da graça, de que só a Igreja Católica Apostólica Romana é a única e verdadeira Igreja de Cristo, porque só nela se preserva ininterrupta a sucessão apostólica e só nela estão presentes os meios instituídos pelo mesmo Cristo para a nossa santificação: os sacramentos. Ora, toda essa riqueza foi deixada a perder pelos protestantes, que no seu afã mais revolucionário do que “reformador” acabaram jogando fora o sacerdócio católico e, com ele, todo o sistema sacramental que o próprio Filho de Deus, divino carpinteiro das almas, tão sabiamente elaborou. Como náufragos em pleno alto mar, Lutero, Calvino e seus sequazes preferiram desprezar o bote salva-vidas, fiando-se apenas do próprio critério a permanecer, com humilde e doce obediência à vontade do Senhor, na única Barca de Pedro, onde os cristãos têm ao alcance da mão todos os recursos necessários para atravessar o mar revolto deste século e chegar, incólumes, ao porto da eterna salvação. — Que os santos André de Soveral, Ambrósio Ferro e seus companheiros mártires nos alcancem de Deus a graça de sermos católicos firmes e convictos, empenhados em viver de forma coerente a doutrina do Evangelho e em rezar confiadamente pela conversão dos hereges.

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