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Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
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A memória de Nossa Senhora de Loreto (hoje, 10 de dezembro) foi introduzida no calendário universal pelo Papa Francisco, em 2019. Aos sacerdotes que a quiserem celebrar com os textos litúrgicos devidos, encontra-se disponível aqui e aqui o formulário da Missa.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 11, 11-15)

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam. Com efeito, todos os profetas e a Lei profetizaram até João. E se quereis aceitar, ele é o Elias que há de vir. Quem tem ouvidos, ouça”.

1. Fazer de Deus prioridade. — O tempo do Advento é marcado por dois grandes precursores: a Virgem Maria e S. João Batista. Foram eles que prepararam a vinda de Cristo, cada um ao seu modo. O Evangelho de hoje nos fala de S. João Batista, e Jesus, referindo-se ao precursor que preparou sua chegada, usa uma frase muito importante para a nossa vida espiritual. Vejamos o que Ele diz: “Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam” (v. 12). Pode parecer estranho que o Reino da paz seja conquistado com violência. No entanto, esta violência deve ser feita sobre nós mesmos. De fato, uma das coisas mais importantes do tempo do Advento é reservar um tempo para rezar mais. A Igreja tem esses “tempos fortes” de oração. Rezar é coisa que devemos fazer sempre, o ano inteiro; mas, no tempo do Advento, precisamos caprichar, ter mais tempo, porque é tempo de oração, tempo de penitência e de preparação. É um tempo forte, um kairós. Ora, como fazê-lo sem fazer-se violência? Com efeito, só existe um tipo de pessoa que reza: a que se faz violência para rezar, aqui e agora. Não há que esperar pelas férias, porque, se há algo que ninguém faz nas férias… é rezar. Nas férias, todos estão cheios de tempo, e tudo parece mais importante do que Deus. Sim, é necessário fazer-se violência no dia a dia para dar preferência a Deus, colocá-lo antes de tudo o mais: præponere. Deus deve ser prioridade! Não podemos ter medo de desmarcar compromissos para rezar, nem de modificar nossa agenda para haver mais espaço para a oração. Se não fizermos violência à nossa agenda, ao nosso dia, não iremos rezar nunca. Precisamos tomar consciência disto: não há vida cristã sem oração. 

2. A oração é dos violentos. — Muitos fiéis não rezam porque não se fazem violência; não rezam nem entram no caminho da santidade, da transformação interior, porque não entendem ou não querem entender que o mundo, a carne e o demônio são inimigos de nossa alma e, por isso, irão sempre nos apresentar suas “prioridades”: “Não, é importantíssimo dar atenção agora ao fulano, depois telefonar ao beltrano, depois responder às mensagens de WhatsApp”. Ora, ninguém precisa responder a todas as notificações de Facebook, de Instagram! É assim que nos vamos consumindo: chegamos ao fim do dia consumidos pela vaidade de querer agradar os outros, enquanto deixamos Deus a sós. Terminamos como Martas inquietas e agitadas, que deixam de investir no único necessário para ficar com as panelas… 

Mas a verdade é que só há uma coisa desta vida que irá permanecer depois da morte: a nossa amizade com Jesus, e é nele que encontraremos o restante. Eis o único necessário, a única coisa que não nos será tirada! No entanto, somos capazes de desmarcar compromissos, de fazer viagens, de nos virar pelo avesso para investir em coisas que vão apodrecer — quantas viagens de negócios, quantos esforços, quantas noites em claro, quanto zelo, mas para quê?! Para conseguir o que apodrece, perece, fenece, murcha, se avelhenta, caduca… 

O Reino dos céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam. Não tenhamos medo de fazer violência ao calendário, à vida, ao dia a dia, para dar espaço para Cristo em nossa vida de oração. Propósito firme! Vamos em frente: Deus quer; portanto, nós podemos.

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