Ninguém pode ser feliz no pecado
CNP
Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
Todos os direitos reservados a padrepauloricardo.org®

Você recebeu um convite.
Participe do aniversário do nosso site.

Aproveite nossa promoção de aniversário e garanta 30% de desconto na assinatura anual. Mais de 40 cursos disponíveis para você.

  • Por tempo limitado. Não deixe para depois!
  • Garanta sua vaga e concorra a uma assinatura vitalícia.
Torne-se um aluno

Ninguém pode ser feliz no pecado

“Eu estava com ele, como arquiteto; cada dia me deleitava, recreando-me continuamente diante dele, recreando-me sobre o globo da terra, e achando as minhas delícias em estar com os filhos dos homens” (Pr 8, 31).

Texto do episódio

Texto do episódio

imprimir

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 16, 23b-28)

“Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa.

Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amas­tes e acre­ditastes que eu vim da parte de Deus. Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai”.

Continuamos nossa novena de preparação para Pentecostes. Hoje, segundo dia da novena, comecemos recordando que Jesus, ao subir aos céus na quinta-feira, ordenou aos Apóstolos que permanecessem em Jerusalém até que viesse o Espírito Santo. Esses nove dias entre a Ascensão do Senhor, na quinta-feira, e Pentecostes, no domingo, são a origem de todas as novenas da Igreja Católica. Por isso se diz que a de Pentecostes é a mãe de todas as novenas. Ontem vimos a divina pessoa do Espírito Santo, o Espírito criador que ordena todas as coisas para Deus. Hoje, meditaremos de forma mais específica sobre o fato de que Deus não quer apenas manifestar-se na criação, mas acima de tudo habitar no nosso coração pelo dom do Espírito Santo. Quando Deus criou os céus e a terra, dizem as Escrituras que o Senhor plantou um jardim de delícias (cf. Gn 2, 8). Em grego, a palavra “jardim de delícias” é παράδεισος, da qual deriva, em portugûes, a palavra “paraíso”. Em hebraico, o termo é mais simples: גַּן (gan), isto é, jardim no sentido de horto cultivado. Para a mentalidade judaica, acostumada a viver em áreas desérticas, um oásis ou um jardim era de fato o máximo de conforto e amenidade que se podia imaginar. É a linguagem que a Bíblia usa para dizer que Deus, ao criar Adão e Eva, os pôs num jardim paradisíaco. Mas as amenidades ou delícias do jardim não eram só nem principalmente físicas, mas antes de tudo espirituais. O que a Escritura, em última análise, nos quer ensinar é que o paraíso, isto é, a felicidade original em que foram criados Adão e Eva estava na amizade que tinham com Deus, fundada na inabitação do Espírito Santo. Afinal, a felicidade humana, para ser verdadeira e completa, não pode limitar-se a um estado corporal de prazer. Nós mesmos vivemos num mundo cheio de confrontos, no qual impera o hedonismo — todos querem cama macia e ar-condicionado, e ninguém quer sequer uma unha encravada —, mas, apesar de tantas comodidades, nunca fomos tão tristes! De todas as gerações, a nossa parece ser a mais miserável que já viveu. Comparado com o de tempos passados, o nosso mundo é um verdadeiro “jardim de delícias” materiais, muito melhor do que qualquer oásis no deserto. Mas não somos felizes! Por quê? Porque no nosso coração não habita a fonte da felicidade. A felicidade está antes na alma que no corpo. O Bem verdadeiro, o único que nos pode fazer felizes, é Deus. Se o Espírito Santo, pela graça, habita em nossas almas, então temos dentro de nós mesmos o jardim de delícias. Disso nos fala, por exemplo, um trecho do Livro dos Provérbios (cf. 8, 31), no qual se inspirou S. Teresa d’Ávila para dizer que a alma do justo é o jardim em que Deus mesmo tem suas delícias, onde Ele gosta de passear. Também o Gênesis fala disso: antes de pecarem, Adão e Eva estavam no jardim, e eis que à hora da brisa da tarde o Senhor descia ao paraíso para passear com eles. Deus gosta de ser amigo do homem! Mas ai de nós! Que fizemos? Pecando, jogamos fora essa presença divina e amiga dentro de nós. Antes do pecado, o divino Espírito Santo habitava no coração de Adão e Eva, para os quais criara toda a terra, a fim de que eles, assenhoreando-se de tudo pelo trabalho, tudo oferecessem de volta a Deus num sacrifício de ação de graças. Adão e Eva foram criados para possuir o mundo e entregá-lo a Deus num sacrifício de amor. Porque Deus é o amigo que habita em minha alma, é o amigo que me criou, que quer o meu bem. A Ele, pois, eu tudo devo entregar, tudo que tenho, tudo que sou. Esse é o projeto de Deus, o convite maravilhoso do Espírito Santo a todos nós. No entanto, naquele jardim não havia somente o Espírito Santo, havia também a serpente, ou seja, um espírito maligno. O Espírito Santo é Deus infinito, o espírito mau é um anjo rebelde, criado por Deus, mas que, por inveja dos primeiros pais, os induziu a se revoltar contra a Deus. Aí aconteceu a tragédia: Adão e Eva pecaram e, pecando, perderam o paraíso, ou seja, expulsaram o Espírito Santo do jardim de seus corações, transformando-os em terra árida, em deserto repleto de espinhos, dores, trabalhos, sacrifícios e angústias. A história, porém, não parou por aí. Vendo a miséria dos primeiros pais, Deus planejou desde o início mandar-lhes um redentor. Ele profetizou que viria uma mulher, da qual nasceria uma descendência para esmagar a cabeça da serpente e, dessa forma, restaurar o projeto originário. O Espírito Santo quer habitar como amigo no nosso coração. Se não somos batizados, que busquemos logo o sacramento do Batismo; se já somos batizados, mas estamos em pecado mortal, procuremos o quanto antes um confessor! Façamos uma boa e frutuosa confissão, para que seja restaurado em nós o jardim de delícias. Pois a alma do justo é o paraíso em que o Espírito Santo habita e gosta de passear, como passeava à hora da brisa da tarde no coração de Adão e Eva.

Material para Download
Texto do episódioMaterial para downloadComentários dos alunos

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.