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Conheça os sacramentos da Igreja com o Padre Paulo Ricardo

O escândalo da Eucaristia

O sangue dos mártires de Cunhaú nos recorda o zelo ardentíssimo que devemos ter pela Sagrada Eucaristia, na qual adoramos verdadeiramente a Cristo, vivo e glorioso, e pela qual precisamos estar dispostos a derramar o nosso sangue.

Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 10,25-37)

Naquele tempo, um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” Jesus lhe disse: “Que está escrito na Lei? Como lês?” Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e a teu próximo como a ti mesmo!” Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais”. E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

No Brasil celebramos a memória dos santos mártires de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, trinta mártires que derramaram o sangue para atestar a fé católica: Santo André de Soveral e Santo Ambrósio Ferro e seus companheiros mártires.

São vinte e cinco homens e cinco mulheres que foram martirizados por causa da perseguição que estavam sofrendo por serem católicos. Aquela área do Brasil, 375 anos atrás, tinha sido invadida por holandeses, que eram calvinistas, isto é, protestantes.

Num momento de terrível perseguição, por uma série de intrigas e problemas resultantes do pecado original ou das investidas do demônio, eles foram martirizados porque os calvinistas queriam forçá-los a negar a fé católica. Gostaria de chamar a atenção para um detalhe a respeito desses mártires do Rio Grande do Norte: eles são mártires principalmente da Eucaristia.

Sim, esse sempre foi o ponto de discórdia, a pedra de tropeço entre católicos e protestantes: o fato de que nós, católicos, cremos verdadeiramente que, na hóstia consagrada — que somente um sacerdote validamente ordenado pode consagrar —, está Nosso Senhor Jesus Cristo vivo, Deus e homem verdadeiro. Na hóstia, Cristo está realmente presente, não é mero simbolismo.

Muitas vezes os protestantes ficam batendo na tecla de que nós católicos somos idólatras, de que adoramos imagens, de que tratamos pequenas estátuas de gesso ou madeira como se fossem Deus…

Isso é bobagem, um equívoco, porque qualquer um que seja verdadeiramente católico sabe perfeitamente que nós não adoramos imagens. Mas existe um ponto em que os protestantes, de fato, têm de ficar muito incomodados. É que nós adoramos a Eucaristia

 Ou seja, quando, no sacrário ou no altar, aquela aparência de pão é colocada no ostensório, ou quando é erguida na consagração pelas mãos do sacerdote, nós cremos verdadeiramente que naquela aparência de pão está o Deus vivo e verdadeiro, Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitado, e nós o adoramos de verdade. Adoramos de fato.

Infelizmente, os protestantes não crêem nisso, acham que aquilo é idolatria, um ato de impiedade. Nós podemos somente lamentar o fato de que eles tenham perdido a Eucaristia. Com a revolução protestante 500 anos atrás, quando os primeiros protestantes começaram a recusar a Santa Missa, aconteceu uma grande tragédia espiritual.

Quando nós lemos os livros de história e vemos como se espalhou a revolução protestante por toda a Europa, qual é o critério que os historiadores observam para dizer que tal cidade, a partir dessa data, começou a ser protestante e deixou de ser católica? Exatamente quando cessa a Santa Missa, ou seja, quando se pára de celebrar a Missa. Infelizmente, em várias cidades na Europa foram apagando-se as luzes dos sacrários…

Uma grande tragédia, um grande horror! Não havia mais Missa, não havia mais Eucaristia, não havia mais o sacrifício salvador de Cristo oferecido no altar nem a presença gloriosa do Ressuscitado escondida atrás do véu do pão nos sacrários. Os mártires de Cunhaú e Uruaçu morreram professando sua fé católica com brados de amor, dizendo: “Viva Jesus no Santíssimo Sacramento do altar”.

Que nós, brasileiros católicos, continuemos firmes nesta herança. Não abandonemos a fé na Eucaristia. Que Deus não permita que se apaguem as luzes do sacrário. Que Deus não permita que as hóstias deixem de ser levantadas no santo sacrifício do altar, e que haja sempre sacerdotes santos, fiéis e dignos para oferecer o sacrifício de amor.

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