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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
11, 16-19)

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: "Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: 'Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!'

Veio João, que nem come e nem bebe, e dizem: 'Ele está com um demônio'. Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: 'É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores'. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras".

No Evangelho desta sexta-feira, a 2.ª do Advento, Jesus apresenta "os paradoxos do Cristianismo", como consta da expressão de G. K. Chesterton, em sua Ortodoxia. Assim como reclamavam de São João Batista jejuando e de Nosso Senhor comendo e bebendo, os homens de nossa época não entendem como a religião cristã consegue abarcar, ao mesmo tempo, a virgindade consagrada e a fecundidade matrimonial; a solidão dos eremitas e o apostolado desgastante dos missionários; a paz dos mosteiros e o espírito combativo dos cruzados; a mansidão dos cordeiros, enfim — para empregar uma imagem recorrente no profeta Isaías (cf. Is 11, 6; 65, 25) —, e a energia irascível das feras. As coisas são assim, no entanto, porque o Cristianismo é verdadeiro, e a Verdade é tanto mais genuína quanto mais ultrapassa a nossa capacidade de compreensão. O Verbo de Deus feito homem também foi causa de escândalo por suas falas e por seus gestos, representando para muitos um verdadeiro "sinal de contradição", pois, ao mesmo tempo em que concedeu o perdão, distribuiu xingamentos; ao mesmo tempo em que se compadeceu das multidões e as alimentou, irou-se com os comerciantes e expulsou-os do templo. Como não muda o seu procedimento ao longo dos séculos, o Senhor, ao amar-nos, serve-se exatamente da mesma pedagogia salvífica, ora consolando-nos, ora desafiando-nos; ora recompensando-nos, ora castigando-nos e chamando-nos à conversão. Sendo amados por Deus deste modo, temos a garantia de não sermos nem fulminados por sua ira, nem excessivamente tolerados em nossos erros, pois Ele usa sabiamente uma medida justa para julgar-nos. Sejamos agradecidos, pois, neste dia de hoje, pela graça de podermos adorar Aquele que é o justo "leão da tribo de Judá" e também o "Cordeiro" misericordiosíssimo de Deus, que tira os pecados do mundo (cf. Jo 1, 29; Ap 5, 5-6).

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