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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 23, 1-2)

Então, Jesus declarou ao povo e a seus discípulos: “Os mestres da lei e os fariseus ocupam a cátedra de Moisés. Fazei e observai, então, tudo o que vos disserem, mas não vos guieis pelo seu modo de agir, porque ensinam e não praticam. Amarram pesados fardos e os colocam nas costas dos outros, mas eles próprios não os querem mover nem com a ponta do dedo. Praticam todos os seus atos para atraírem a atenção dos outros. Alargam assim os seus filatérios, e alongam as franjas dos seus mantos. Apreciam os primeiros lugares nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas. Gostam de receber saudações nas praças e de ser chamados de ‘Rabi’ pelos homens. Quanto a vós, não queirais ser chamados de Rabi, porque não tendes senão um só Mestre e sois todos irmãos. A ninguém deis o nome de Pai aqui na terra, porque não tendes senão um Pai: o que está nos céus. Nem vos intituleis mestres, porque não tendes senão um Mestre: o Cristo. O maior dentre vós se faça vosso servidor. Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado.

Durante o tempo da Quaresma, a Igreja faz a nossa atenção voltar-se para Cristo e o mistério de sua Paixão. Por este motivo, não é costume celebrar, ao longo destes quarenta dias, a memória de nenhum santo, excetuando a festa de S. José, celebrada no dia 19 de março, algumas semanas antes da Páscoa. No entanto, é oportuno recordar hoje, dia de sua entrada no céu, a figura de um santo que, embora não conste do Calendário Romano Geral, pode nos ajudar a viver melhor o tempo quaresmal. Trata-se do jovem passionista S. Gabriel de Nossa Senhora das Dores, morto com apenas 23 anos de idade. S. Gabriel nasceu em março de 1838, em Assis, e, em homenagem ao conhecido poverello da cidade, foi batizado com o nome de Francesco Possenti. Órfão de mãe desde os quatro anos, Gabriel teve a princípio uma vida como a dos demais jovens da época. Além do gosto pela caça, tornou-se muito conhecido por suas habilidades de dançarino nos bailes que então se faziam. Foi este rapaz, alegre e, à primeira vista, fadado a uma vida mundana e ordinária, que Deus quis atingir com sua graça, chamando-o do meio do mundo para consagrar-se ao serviço divino na Congregação da Paixão de Jesus Cristo. Gabriel, com efeito, sentia um amor extraordinário pela Paixão de Nosso Senhor, a ponto de sempre trazer consigo um crucifixo, a fim de recordar-se frequentemente da caridade infinita com que o Filho de Deus o amava. Sua entrega a Cristo configurou-lhe o coração ao de Nossa Senhora, cuja alma dolorosa fora transpassada ao ver os sofrimentos de seu Filho crucificado. S. Gabriel é, nesse sentido, um exemplo luminoso de que, mediante a devoção à Virgem das Dores, podemos fazer crescer sem medidas o nosso amor a Jesus Cristo. Confiemo-nos, portanto, ao patrocínio de S. Gabriel nestes dias que nos restam de Quaresma e peçamos-lhes a graça de, assemelhados ao Coração compassivo de Maria SS., reconhecermos o amor de Deus na cruz de Cristo.

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