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1222. Memória de São Joaquim e Sant’Ana

O santo casal Joaquim e Ana entrou para a história da salvação não só por ter recebido de Deus um filho na velhice e na esterilidade, como muitos justos do Antigo Testamento, mas por dar à luz a Virgem Maria, concebida sem mancha de pecado, escolhida antes da fundação do mundo como Mãe do Filho de Deus encarnado.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 13, 16-17)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”.

Se estivesse em nosso poder escolher ou fazer nossa própria mãe, acaso não a formaríamos de tal modo que ela fosse, a um tempo, alheia ao defeito que mais nos aborrece  e enriquecida com as qualidades que mais nos enlevam? Pois à honra do filho, diz a Escritura, pertence a honra da mãe (cf. Pr 17, 6), nem há no mundo outra coisa que um homem estime mais do que sua mãe. Ora, Jesus Cristo, que escolheu para si uma Mãe desde a eternidade e no tempo a modelou com as próprias mãos, decerto a fez de tal índole que ela fosse completamente estranha ao pecado, que Ele detesta acima de tudo, e adornadíssima de todo gênero de virtudes, nas quais está o seu único contentamento. Ela foi, portanto, concebida sem pecado original, a única dentre os mortais a ser enriquecida com tamanho privilégio. Com efeito, não convinha que a Mãe do Deus puríssimo, a qual esmagaria a cabeça da serpente, fôra alguma vez escrava do diabo, inimiga de Deus e ré da Geena; mas que, assim como o primeiro Adão saíra de uma terra virgem e pura, ainda não sujeita a maldição alguma, também Cristo, segundo Adão, assumisse a carne da Virgem Mãe, livre de absolutamente toda mancha de pecado.

Ora, acaso não era grande a nobreza da Arca da aliança (cf. Ex 36), feita de paus de acácia incorruptíveis e revestida de ouro puríssimo por dentro e por fora, a fim de guardar as tábuas do Decálogo, a vara de Aarão que desabrochara e um ephi de maná? Com quanto esmero, por conseguinte, não quis o Senhor embelezar aquela Virgem de cujo puríssimo sangue o Deus de toda majestade formaria para si um corpo, em cujo útero moraria por nove meses, de cujos seios se alimentaria e com a qual viveria por trinta anos seguidos? Admiremos pois esta Virgem, fruto abençoado de S. Joaquim e Sant’Ana, a veneremos e amemos intensamente, esforçando-nos por dar a conhecer ao mundo as suas glórias; e a invoquemos com confiança, para que, por sua Imaculada Conceição, ela nos alcance de seu Filho caríssimo a purificação de todos os nossos pecados e nos conserve doravante imunes da menor mancha de pecado [1].

Referências

  1. O texto desta homilia é uma tradução levemente adaptada de uma meditação do Pe. Frans de Costere, S.J. (c. 1532-1619), in: A. J. Haehnlein (ed.), Mariologia. Wirceburgi, sumptibus Stahelianis, 1859, pp. 7-8.
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