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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 7, 1-2.10.25-30)

Naquele tempo, Jesus andava percorrendo a Galileia. Evitava andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente mas sim como que às escondidas.

Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: “Não é este a quem procuram matar? Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde é”.

Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou”. Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora.

Nenhum homem do Antigo Testamento foi mais íntimo de Deus que Moisés, e no entanto afirmam as Escrituras que nem Moisés viu nunca a face de Deus nem Deus consentiu que Moisés visse diretamente a sua glória. O que viu o chefe de Israel, segundo o Livro do Êxodo, foi menos do que um revérbero da luz divina, mas suficiente para lhe tornar o rosto resplandecente. “Quando minha glória passar”, disse-lhe o Senhor, “eu te porei na fenda da rocha e te cobrirei com a mão, até que eu tenha passado. Retirarei depois a mão, e me verás por detrás” (Ex 33, 22s), e “a pele de seu rosto se tornara brilhante” (Ex 34, 30). Ora, se ao chefe de Israel, se ao homem destinado para tirar do Egito o povo eleito, se à alma que mais acesso teve aos segredos da divindade não se consentiu ver mais que uma faísca da glória, e não de frente, mas por detrás, que havemos de pensar daquele de quem afirmam as mesmas Escrituras: “Ninguém jamais viu a Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou” (Jo 1, 18)? E se de Moisés ao Filho unigênito via a mesma distância que entre o ver e o não ver a Deus, que abismo não haverá entre os Testamentos que em cada um deles se funda? De Moisés até o Batista, temos as promessas, as imagens, os reflexos opacos de um mistério que Deus descobre cobrindo-o, porque não o podiam ver, com sua mão. Em Cristo, temos o cumprimento, a realidade, a luz de um mistério que Deus descobre cobrindo-o, para não nos cegar, com sua humanidade. Em Moisés, Deus se deu a conhecer, mas de tal modo que não fosse conhecido: “A esse, não o conheceis”. Em Cristo, Deus se deu a conhecer, mas de tal modo que não seja conhecido mais do que por Ele e por meio dEle: “Mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou”. Daí bem se pode pesar o escândalo dos fariseus, que preferiam a lâmpada das Escrituras à luz do Verbo encarnado: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1, 11). Daí bem podemos pesar a gravidade de acolhermos ou não o único que, tendo visto a Deus, pode dar-nos a graça de o vermos um dia, não por detrás como Moisés, mas face a face como o Filho unigênito: “A todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1, 12).

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