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Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

“Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade, a fim de que possais, com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento, e sejais cheios de toda a plenitude de Deus”.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 15, 3-7)

Naquele tempo, Jesus contou-lhes esta parábola: “Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.

Celebramos hoje com grande alegria a solenidade do S. Coração de Jesus, símbolo concreto do amor que Cristo nos tem e que nós, infelizmente, muitas vezes recompensamos com ingratidões, ultrajes e indiferenças. E para podermos compreender melhor a profundidade da caridade de Cristo para conosco, vale a pena escutar o que diz S. Paulo em sua Epístola aos Efésios: “Por esta causa”, escreve ele, “dobro os joe­lhos em presença do Pai” (Ef 3, 14), cujo amor, revelado já no Antigo Testamento, se manifesta em toda a sua plenitude no amor encarnado que Jesus traz dentro de seu Coração. Revelado, pois, em Cristo o amor de Deus aos homens, é agora necessário, conclui o Apóstolo, que sejamos “poderosamente robustecidos pelo seu Espírito em vista do crescimento do nosso homem interior” (Ef 3, 16). Ora, esse fortalecimento interior, que nos torna aptos para conhecer e corresponder ao amor de Cristo, se fundamenta nas duas virtudes teologais mais importantes: “Que Cristo habite pela em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade” (Ef 3, 17): a , princípio da salvação, fundamento e raiz de toda justificação, é a base sobre a qual se há-de erguer o edifício da nossa vida espiritual, porque sem ela é impossível agradar a Deus e chegar à comunhão de seus filhos; a caridade, por seu turno, é a forma que dá a esta mesma fé a sua perfeição última, tornando-a capaz de compreender em verdade “qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade”, isto é, de conhecer o amor “de Cristo, que desafia todo o conhecimento” (Ef 3, 18s). É assim, com uma firme, fortalecida pela caridade que só o Espírito Santo pode difundir em nossos corações, que poderemos ter hoje uma mais exata noção do quanto nos ama o S. Coração de Jesus e, portanto, experimentar pela ação do mesmo Espírito o desejo de corresponder a tamanho amor com todo o amor de que formos capazes. Que o amantíssimo Coração do nosso divino Redentor nos conceda, do seu tesouro de graças e misericórdias, a graça de uma fé inabalável na verdade do seu amor por nós, e que o Espírito Santo que nos foi dado infunda em nossos corações o dom de uma caridade perfeita, que fará da nossa fé uma realidade viva e operante, que não se contenta em saber-se amada, porque anseia amar de volta, sob os impulsos de uma vontade dócil à graça e cativada pelo amor de Cristo. — Ó S. Coração de Jesus, dá-nos o amor com que queres que te amemos!

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