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519. A ira divina, um ato de amor

Se Deus é amor e quer que todos os homens sejam salvos, como compreender que Ele não só condene quem não crê como também faça cair sua ira, ainda neste mundo, sobre os que não O temem?

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
3, 31-36)

"Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida.

O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele".

No Evangelho de hoje, Jesus nos diz que aquele que acredita no Filho possui já nesta terra o início da vida eterna de cuja plenitude gozará no século futuro; aquele, porém, que "rejeita o Filho", não crendo em sua divindade e não aceitando a sua doutrina, "não verá a vida", isto é, não será salvo, "pois a ira de Deus permanece sobre ele". Ora, se Deus é amor (cf. 1Jo 4, 8) e quer que todos os homens se salvem (cf. 1Tm 2, 4), como explicar essas palavras aparentemente tão "duras" e "intransigentes"? Antes de tudo, é preciso ter em mente que Deus, ao amar-nos, ama em nós Aquele que, gerado por Ele desde sempre e objeto de toda a sua complacência (cf. Mt 17, 5), é por nós acolhido e ao qual, pela graça, somos configurados. Além disso, é preciso lembrar que o pecado instaura entre o pecador e Deus uma relação de inimizade, já que leva aquele a subtrair-se ao amor e à obediência que por direito se devem a Este. No entanto, a fim de atrair para a casa paterna os seus filhos pródigos, Deus, cheio de justiça e misericórdia, permite que a sua ira — num ato de supremo amor — caia sobre os que O rejeitam. Permite, pois, que os pobres pecadores experimentem toda a amargura e toda a miséria de seus pecados para que, caídos em si, reconheçam que só terão verdadeira vida se retornarem à casa dAquele que, usando agora de sua divina ira, os tratou desde o princípio com paternal carinho e tem preparada para eles uma mansão de glória e bem-aventurança.

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