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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 12, 44-50)

Naquele tempo, Jesus exclamou em alta voz: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo.

Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. E eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou”.

“Eu vim como luz ao mundo”, diz Cristo no Evangelho.  “Assim, todo aquele que crer em mim não ficará nas trevas” (Jo 12, 46). Trata-se da mesma verdade que encabeça o relato de S. João: “Nele havia vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1, 4). E o Apóstolo S. Paulo, em carta aos fiéis de Tessalônica, repete a mesma ideia: “Mas vós, irmãos, não estais em trevas, de modo que esse dia [a vinda do Senhor] vos surpreenda como um ladrão. Pois todos sois filhos da luz e filhos do dia” (1Ts 5, 4s). As “trevas”, ensina por fim o discípulo amado, “passam e já resplandece a verdadeira luz” (1Jo 2, 8). Todos estes testemunhos nos mostram a necessidade que temos de alguma luz para enxergar as verdades divinas, a fim de não permanecermos nas trevas do erro e da ignorância. Com efeito, assim como os olhos do corpo precisam da luz, natural ou artifical, para ver as coisas do mundo, assim também a nossa inteligência só pode ver o seu objeto próprio, a verdade, se for iluminada por alguma luz. Ora, esta luz, como nos ensina a Igreja, pode ser tanto a da razão como a da fé. Sob a primeira, o nosso espírito se move como que às apalpadelas; é capaz de ver a realidade, mas como se tudo fora indistinto, anuviado, caliginoso. Sobretudo no que se refere às verdades transcendentes e divinas, a razão humana, abandonada às suas forças e ao seu lume natural, encontra não poucas dificuldades “tanto por parte dos sentidos e da imaginação como por parte das más inclinações, provenientes do pecado original” (Pio XII, “Humani generis”, n. 2). Por isso, quis Deus iluminar-nos com a sua Revelação não apenas sobre o que supera o nosso entendimento, mas também sobre “as verdades religiosas e morais que, de per si, não são inacessíveis à razão, a fim de que estas, no estado atual do gênero humano, possam ser conhecidas por todos sem dificuldade, com uma certeza firme e sem mistura de erro” (Id., n. 3). Nesse sentido, à luz da fé, que provém do próprio Cristo, Verbo eterno, a nossa inteligência e o nosso espírito são iluminados pelas verdades divinas, mas também aquecidos, confortados e vivificados. Deixemos que esta luz penetre até o fundo de nossa alma. Aproveitemos este preciosíssimo dom recebido no Batismo para saborearmos a Palavra de Deus, para meditarmos com amor e reverência os mistérios da fé, para conhecermos com entusiasmo e devoção filial sempre crescentes os ensinamentos da nossa Santa Madre Igreja. Supliquemos hoje a Nosso Senhor, Sol de Justiça, que ilustre com cada vez mais clareza a nossa pobre inteligência. Que Ele nos dê uma sincera fome de verdade e um desejo ardente de crescer de fé em fé.

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