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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
7, 7-12)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate a porta será aberta.

Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas".

O Evangelho da Missa nos transporta uma vez mais para a montanha em que, aos pés de Cristo, temos a graça e a alegria de escutar o Único que "tem palavras de vida eterna" (Jo 6, 68). No sermão de hoje, Jesus nos ensina a orar com a confiança de verdadeiros filhos de Deus: "Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta!" O Senhor quer que o nosso coração esteja certo de que o Pai, atento às necessidades até das mais pequeninas aves do céu (cf. Mt 6, 26), não rejeita os pedidos de um espírito humilde e filial. A nossa vida ordinária, no entanto, parece desmentir essas promessas de Cristo. Afinal, quantas e quantas vezes pedimos, e não recebemos; procuramos, e não encontramos; batemos, e não nos foi aberto! Terão mesmo as nossas súplicas e petições o efeito que Jesus nos garante que têm? É São João Crisóstomo que, com fina sabedoria, nos ajudará a compreender este Evangelho tão cheio de consolos para os que perseveram na verdadeira fé.

Diz o santo que os nossos pedidos devem ser fervorosos e convenientes. Já aqui vemos decifrado o enigma por trás de tantas orações "frustradas", de tantas súplicas "ignoradas". Com efeito, são inúmeros os bens que, atraindo o nosso coração sedento de verdade e amor, nos enchem de desejos quase sempre nocivos à saúde da alma. Por isso, sem nunca perder de vista a "única coisa necessária" (cf. Lc 10, 41), Deus se dispõe a dar-nos apenas aquilo que convém ao nosso verdadeiro bem, ou seja, tudo quanto nos possa conduzir à salvação eterna. Cristo, de fato, não nos promete fortunas, sucesso e brilho mundanos, uma vida tranquila e sem cruzes. Pois se nós, que somos maus, sabemos dar boas dádivas a nossos filhos e não nos vexamos de negar-lhes o que sabemos ser pernicioso, quanto mais o nosso Pai celestial afastará de nós, com mão paterna, tudo quanto que nos possa levar à ruína, ao abismo e à condenação?

"Buscai antes o reino de Deus", diz Jesus, "e todas estas coisas", se forem para o vosso bem, "vos serão acrescentadas" (Lc 12, 31). Pedi, pois, primeiro o Espírito Santo, porque Eu vos garanto: o vosso Pai, que está nos céus, não o negará a quem lho pedir (cf. Lc 11, 13). Afinal, "que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" (Mc 8, 36). Eis o que torna infalíveis os nossos pedidos: pedir o que é oportuno, o que nos faz ser mais santos, o que nos ajuda a amar mais a Deus e ao próximo, a renunciar ao nosso egoismo e amor-próprio. Jesus, porém, exige só uma condição mais: é que rezemos com fé e peçamos com perseverança, com coração puro, com confiança de filhos que, repletos de esperançosa segurança, sabem que o seu Pai jamais "negará nada aos que lhe pedem as suas graças da maneira devida" (São Cura d'Ars, Sermão sobre a oração).

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