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Conheça os sacramentos da Igreja com o Padre Paulo Ricardo

Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 
(Mt 21, 33-43.45-46)

Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos’?” Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos. Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.

O Evangelho de hoje nos conta a parábola dos vinhateiros assassinos e, meditando sobre essa história em plena Quaresma, lembramo-nos do quanto os nossos pecados causam os sofrimentos da Paixão de Nosso Senhor, que morreu para nos salvar. 

Nós, que vivemos há mais de dois mil anos do acontecimento da Paixão de Nosso Senhor, temos a tendência de “lavar as mãos” e dizer: “Sim, eu peco, mas não matei o Filho de Deus que se fez homem. Não sou como aqueles vinhateiros homicidas que assassinaram o herdeiro”. 

No entanto, nós, católicos, sabemos que Jesus recebeu de Deus a missão de nos amar de uma forma bastante concreta. Ou seja, ao se fazer homem, foi dado a Cristo uma alma humana e um coração humano. Como é possível que um ser humano ame toda a humanidade ao mesmo tempo? Isso só compreenderemos se, por analogia, olharmos uma realidade à qual já estamos acostumados: a intercessão dos santos. Por exemplo, Santa Teresinha está no Céu e, no entanto, recebe todos os dias milhares de orações vindas do mundo inteiro. Uma alma humana como a dessa santa só é capaz de receber tantas informações, pedidos e súplicas, porque está na visão beatífica, isto é, vê Deus face a face e, por causa disso, tem um conhecimento superior e muito maior do que a simples informação da vida das pessoas. Isso ocorre porque essa alma está unida Àquele que é a própria Sabedoria. 

Cristo recebeu de Deus, desde o ventre da Virgem Maria, desde os seus primeiros segundos de existência, uma capacidade de, com a sua alma, ver a nós e, portanto, ver cada uma das nossas ações. “Tu me conheces quando estou sentado, Tu me conheces quando estou de pé” (Sl 138, 2), ou seja, Nosso Senhor nos vê quando caímos no pecado, mas também quando nos levantamos na conversão, é aqui que está baseada a espiritualidade do desagravo ao Sagrado Coração de Jesus.

Portanto, nesta primeira sexta-feira do mês, devemos desagravar o Coração de Jesus. Sabemos que, a cada pecado cometido hoje, Cristo, durante sua Paixão que aconteceu há mais de dois mil anos, está sendo ofendido, sofrendo com nossos pecados; assim como, a cada boa ação que fazemos, Nosso Senhor está se alegrando e consolando-se com a nossa conversão.

Deus conhece quando caímos e nos levantamos, e é por isso que os nossos pecados estão na Paixão de Cristo, ofendendo-o e fazendo-o sofrer. Por isso, devemos sempre lembrar que, a cada pecado que realizamos, aumentamos o sofrimento de Cristo; e, a cada ato de virtude e oração que praticamos, desagravamos e verdadeiramente damos alegria ao Cristo nos seus dias aqui na terra.

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